Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

PF investiga emendas destinadas à produção do filme Dark Horse

Apuração mira repasses feitos por Mario Frias a uma entidade ligada à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

PF investiga emendas destinadas à produção do filme Dark Horse

A Polícia Federal investiga se recursos de emendas parlamentares foram desviados para financiar o filme “Dark Horse”, no qual o deputado federal e ex-secretário Especial da Cultura Mario Frias atuou como roteirista e produtor executivo. A operação foi realizada na quinta-feira (10) e incluiu buscas na residência do parlamentar, onde foram apreendidas sete armas de fogo, entre elas uma carabina de origem eslovaca e uma espingarda de cano duplo em estilo Velho Oeste.

Segundo os dados reunidos pelos investigadores, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade é dirigida por Karina Gama, que também aparece como produtora do longa sobre Jair Bolsonaro.

Repasse e financiamento

A apuração contraria a versão sustentada pelo senador Flávio Bolsonaro, que negava o uso de dinheiro público na produção. A defesa dessa tese também não considerava que a fortuna do empresário Daniel Vorcaro, procurado pelo senador para um aporte de R$ 134 milhões, havia sido ampliada por operações associadas à previdência de servidores públicos.

Após a operação, Flávio Bolsonaro classificou a ação policial como uma “terceira facada”. Mario Frias nega qualquer irregularidade e afirma ser vítima de perseguição promovida pela Justiça e pelos veículos de imprensa.

O caso lança luz sobre a atuação de Frias à frente da Secretaria Especial da Cultura. Ao assumir o cargo, o ex-ator de “Malhação” e “Bela, a feia” alinhou-se à extrema-direita e passou a atacar artistas que criticavam a gestão de Jair Bolsonaro, entre eles Chico Buarque, Caetano Veloso, Anitta, Taís Araújo e Ivete Sangalo.

Frias também promoveu uma ofensiva contra a Lei Rouanet, defendendo medidas sob o argumento de que “a mamata acabou”. A investigação indica que a crítica ao mecanismo oficial de incentivo à cultura, submetido a regras de fiscalização e prestação de contas, buscava abrir espaço para o uso de emendas parlamentares como forma de financiamento.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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