Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Johnny Massaro leva ao teatro reflexão sobre amor, solidão e autonomia

Monólogo inspirado no livro de Ana Suy estreia no Sesc Pinheiros com uma abordagem sobre vínculos, medo e autoconhecimento.

Johnny Massaro leva ao teatro reflexão sobre amor, solidão e autonomia
Foto: Hudson Rennan/Divulgação

Johnny Massaro transforma em monólogo teatral as reflexões que encontrou no livro A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, da psicanalista e professora Ana Suy. A montagem, dirigida por Helena Varvaki e com dramaturgia de Júlia Portes, estreia nesta quinta, 24, no Auditório do Sesc Pinheiros, com ingressos esgotados.

A peça surgiu de uma experiência pessoal do ator. Há três anos, durante férias em Mororé, no litoral baiano, ele leu a obra enquanto estava com um ex-namorado. A paisagem ensolarada da praia contrastava com o momento de instabilidade vivido pelo casal. As ideias de Ana Suy o levaram a examinar a maneira como atribuía aos outros responsabilidades por questões próprias e como insistia em relações moldadas por ideais românticos que não correspondiam à experiência cotidiana.

“Com o livro, percebi que precisava entender o assunto para aplicar na minha vida e o melhor caminho seria levá-lo ao teatro”, afirma Massaro.

Um passeio pelo coração humano

No palco, o ator interpreta um guia turístico que conduz o público por uma visitação simbólica ao coração humano. A dramaturgia articula as teorias de Ana Suy a referências de Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche e Marília Mendonça, em uma abordagem sobre a solidão como parte da existência e como elemento capaz de participar da construção de uma vida plena.

A montagem também investiga a autonomia e o autoconhecimento, defendendo que a vida afetiva não deve depender da aprovação nem do espelhamento contínuo no outro. Para Massaro, uma relação saudável exige que as pessoas preservem sua individualidade e estejam dispostas ao diálogo.

O ator associa as dificuldades do amor às exigências do teatro. Quando os conflitos aparecem, o medo pode estimular a fuga e fazer da desistência uma alternativa aparentemente simples. Na avaliação dele, o ambiente digital contribui para a ilusão de que a solidão pode ser contornada sem insistência ou enfrentamento.

“Quando a relação começa a nublar, o mais comum é fugirmos de qualquer conversa por absoluto medo e desistir aparece como a opção mais fácil”, diz.

Massaro, de 34 anos, afirma que ainda se sente vulnerável diante de uma plateia. A ausência do recurso de edição, presente no audiovisual, é uma das razões de seu desconforto. Ainda assim, ele vê a prática como um caminho para aperfeiçoar a interpretação e lidar melhor com a insegurança.

Cinema, televisão e direção

A trajetória do ator inclui trabalhos com Edwin Luisi e Elias Andreato, respectivamente em Tango, Bolero e Cha, Cha, Cha e Visitando o Sr. Green. Ele também atuou em Estranhos.com, com Deborah Evelyn, e participou de Os Sete Afluentes do Rio Ota, dirigido por Monique Gardenberg, ao lado de Marjorie Estiano, Caco Ciocler, Giulia Gam e Helena Ignez.

Entre seus trabalhos recentes estão os filmes Os Primeiros Soldados, de Rodrigo de Oliveira, e O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende. Massaro também integra as séries Emergência Radioativa e Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, exibida no Festival de Toronto após passar pelo Festival de Berlim. Na última quarta, 23, a produção foi indicada ao Emmy Internacional de Melhor Série Dramática.

O ator filmou ainda Diário de um Mago, da Netflix, no qual interpreta o escritor Paulo Coelho sob direção de Vicente Amorim. No fim de outubro, estará na série Delegado, produzida por Kleber Mendonça Filho para o Canal Brasil, ao lado de Georgette Fadel e Alice Carvalho. Ele interpreta um personagem aprovado em concurso público que enfrenta a precariedade de uma delegacia do Recife.

Como cineasta, Massaro dirigiu o curta-metragem Consolo, adaptação de um conto de Tobias Carvalho. O filme, protagonizado por Emílio de Mello, será lançado no Festival do Rio, na primeira semana de outubro.

Serviço

As apresentações ocorrem de quinta a sábado, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, na Rua Pais Leme, 195, em Pinheiros. Há sessões extras nos dias 9, 16, 17, 23, 24 e 30, às 16h. Os ingressos custam R$ 50,00, e a temporada segue até 31 de outubro.

Embora as entradas estejam esgotadas, o teatro informa que pode haver venda no local caso ocorram desistências.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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