Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Akakor: a lenda amazônica que virou série documental da HBO Max

Produção revisita os relatos de Tatunca Nara, os desaparecimentos ligados às expedições e o assassinato de Karl Brugger.

Akakor: a lenda amazônica que virou série documental da HBO Max
Foto: HBO Max Brasil via Youtube

Uma cidade subterrânea supostamente escondida na Amazônia, uma civilização ancestral sem comprovação arqueológica e expedições marcadas por desaparecimentos formam o núcleo de Morte e Mistério na Amazônia, série documental brasileira da HBO Max. A produção estreia no dia 10, com os três episódios disponíveis no streaming. No canal HBO, a exibição será semanal.

Dirigida por Tatiana Issa e Guto Barra, a série acompanha a trajetória de Tatunca Nara, os estrangeiros que partiram em busca de Akakor e os acontecimentos que mantiveram a história entre a lenda e a investigação. As gravações foram realizadas no Brasil, nos Estados Unidos e no Caribe, com a participação de jornalistas, investigadores, familiares, especialistas e testemunhas relacionadas ao caso. Tatunca também aparece para apresentar sua versão dos acontecimentos.

A origem da história de Akakor

A narrativa ganhou projeção internacional na década de 1970, quando Tatunca Nara passou a afirmar que era descendente do povo Ugha Mongulala e que conhecia o caminho até Akakor, uma cidade que teria sido construída no interior da Amazônia.

O jornalista alemão Karl Brugger, correspondente da emissora ARD no Brasil, encontrou Tatunca em Manaus, em 1972, e registrou seus relatos. O material deu origem ao livro A Crônica de Akakor, publicado em 1976, que levou a história para além do Brasil.

Na versão apresentada na obra, Akakor seria uma cidade subterrânea conectada a uma civilização antiga. A narrativa incluía túneis, povos ancestrais e a suposta presença de soldados alemães na região durante a Segunda Guerra Mundial. Não existem evidências arqueológicas que comprovem a existência da cidade ou da civilização descrita por Tatunca.

A lenda também se aproximava de relatos anteriores sobre cidades perdidas da América do Sul, como El Dorado e Paititi, associados durante séculos à ideia de riquezas e povos escondidos.

Desaparecimentos e dúvidas sobre Tatunca

Tatunca se apresentava como líder indígena e passou a trabalhar como guia de expedições na Amazônia. Sua identidade, porém, foi questionada ao longo dos anos. Investigadores alemães afirmaram que ele seria Günther Hans Hauck, nascido em Coburgo, na Alemanha, em 1941. Tatunca contestou essa identificação.

A controvérsia se somou aos casos de estrangeiros que desapareceram depois de participar de expedições relacionadas a Akakor. Entre eles estão John Reed, em 1980; Herbert Wanner, em 1983; e Christine Heuser, em 1987. Os restos mortais de Wanner foram encontrados posteriormente. Os outros desaparecimentos continuam sem solução.

Tatunca foi investigado pelas autoridades, mas não foi condenado pelas mortes.

O assassinato de Karl Brugger

Em 1984, Karl Brugger foi morto a tiros em uma praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. O crime nunca foi esclarecido e alimentou teorias sobre uma possível relação com o conteúdo de A Crônica de Akakor.

Não há comprovação de que o assassinato tenha ligação com a cidade perdida ou com as investigações conduzidas pelo jornalista. Décadas depois, a trajetória de Tatunca e os desaparecimentos associados às expedições continuaram a ser examinados.

A série parte dessa distância entre os elementos lendários e os fatos passíveis de investigação. Documentos, pesquisas históricas e depoimentos são usados para reconstituir a maneira como a história ganhou força e para examinar o destino das pessoas atraídas pela promessa de encontrar Akakor.

A produção é uma coprodução da HBO com a Producing Partners. Tatiana Issa e Guto Barra assinam a direção e a produção, sob supervisão de Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Patricio Díaz pela Warner Bros. Discovery.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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