Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

Aguidavi do Jêje leva música de terreiro a quatro cidades brasileiras

Espetáculo reúne 14 ogãs, mais de 18 instrumentos e convidados em apresentações entre setembro e novembro.

Aguidavi do Jêje leva música de terreiro a quatro cidades brasileiras

A tradição musical preservada há mais de três séculos no Terreiro do Bogum, em Salvador, será apresentada em diferentes palcos do país pelo Aguidavi do Jêje. O espetáculo “Encontro Ancestral” passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador entre setembro e novembro, reunindo 14 ogãs, mais de 18 instrumentos e 15 atabaques produzidos artesanalmente por Luizinho do Jêje no próprio terreiro.

A estreia será em 20 de setembro, na Casa Natura Musical, em São Paulo, com Chico César, Kabé Pinheiro e Peu Meurray. No Rio de Janeiro, a apresentação ocorre em 24 de setembro, no Circo Voador, ao lado de Chico César, Gilsons, Pretinho da Serrinha e Carlinhos 7 Cordas. Em Porto Alegre, o grupo estará no Bar Opinião no dia 27, com Davi Moraes e Emanuelle Araújo.

O encerramento da circulação será em Salvador, em 13 de novembro, na Concha Acústica. A apresentação terá participações de Chico César, BaianaSystem e Ilessi.

A cada cidade, o Aguidavi do Jêje permanece como núcleo musical e adapta a apresentação aos artistas convidados. Vozes, dança, narrativas e instrumentos se somam à percussão, aproximando conhecimentos preservados no terreiro de novas criações musicais.

Repertório e tradição

Na apresentação com o grupo, Chico César interpreta seis canções de seu repertório: “Mama África”, “À Primeira Vista”, “Tambores”, “Dúvida Cruel”, “Deus Me Proteja” e “Pedrada”. O cantor afirma que sua música e a do Aguidavi do Jêje se encontram na tradição e na ancestralidade africana.

A formação percussiva está ligada aos ritmos da nação Jêje-Mahi. Sob direção musical de Luizinho do Jêje e Kainã do Jêje, o conjunto reúne 14 ogãs e mais de 18 instrumentos, entre eles 15 atabaques confeccionados artesanalmente no Terreiro do Bogum.

A trajetória do grupo está associada ao terreiro de Salvador, onde conhecimentos musicais foram mantidos e transmitidos entre gerações por meio da oralidade, da convivência, da escuta e da prática. A percussão coletiva ocupa o centro do espetáculo, conduzindo as participações e apresentando os ritmos preservados como uma linguagem em diálogo com outras expressões da música brasileira.

O Aguidavi do Jêje ganhou projeção internacional em 2024, quando se tornou a primeira orquestra afro-percussiva com um álbum indicado ao Grammy Latino. O grupo também gravou “Violão de Cabaça” com Gilberto Gil e realizou outras colaborações com artistas da música brasileira.

Em “Encontro Ancestral”, os encontros com convidados orientam a circulação. As diferentes formações criadas em cada cidade incorporam repertórios e novas levadas aos ritmos e à identidade musical do grupo, mantendo os atabaques como elemento central da proposta.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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