Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cinema

Rodrigo Teixeira prevê maioria de filmes internacionais no Oscar em cinco anos

Produtor de “Ainda Estou Aqui” estima que obras de fora dos Estados Unidos ocuparão 60% da categoria de Melhor Filme.

Rodrigo Teixeira prevê maioria de filmes internacionais no Oscar em cinco anos

Rodrigo Teixeira acredita que os filmes internacionais poderão se tornar maioria entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme nos próximos cinco anos. Durante a Creative Investors’ Conference, realizada no Festival de San Sebastián, o produtor afirmou que as produções de fora dos Estados Unidos já ampliaram sua presença na principal categoria da premiação.

Segundo Teixeira, hoje é comum que três ou quatro filmes estrangeiros apareçam entre os indicados ao prêmio máximo da Academia. A projeção dele é que essa participação alcance 60% da categoria em cinco anos. “Daqui a cinco anos, acredito que os filmes internacionais representarão 60% da categoria de Melhor Filme. Eu realmente acredito nisso”, declarou.

A avaliação está ligada, na visão do produtor, às condições de criação e financiamento encontradas fora dos Estados Unidos. Teixeira afirmou que cineastas internacionais têm mais liberdade para desenvolver projetos ambiciosos, enquanto a indústria norte-americana encontra dificuldades crescentes para viabilizar determinadas histórias. “Fora dos Estados Unidos, temos liberdade de expressão, e acredito que, em cinco anos, os filmes internacionais serão maiores do que os americanos”, disse.

A experiência com o Oscar

Teixeira foi um dos produtores de “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. O filme recebeu indicações a Melhor Filme e Melhor Atriz para Fernanda Torres na edição de 2025, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional e arrecadou mais de US$ 36 milhões nas bilheterias mundiais, com orçamento estimado em US$ 9 milhões.

O longa se tornou o filme nacional de maior bilheteria desde a pandemia da Covid-19. Para Teixeira, a produção também expressou uma resposta cultural ao período político do Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele descreveu a produção brasileira daquele período como uma reação a um governo “muito radical de direita” e classificou o filme como “um ato de esperança” para a recuperação da autoestima do país.

O produtor também participou de títulos como “Frances Ha”, “Me Chame pelo Seu Nome”, “Ad Astra” e “A Ilha de Bergman”. Atualmente, desenvolve projetos com James Gray e trabalha em um filme sobre Mary Wollstonecraft, dirigido por Mia Hansen-Løve e estrelado por Renate Reinsve.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.