Robert Eggers planeja dirigir e produzir uma nova adaptação de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, em uma mudança de gênero depois de uma sequência de filmes de terror. O acordo com a Focus Features ainda não foi finalizado, mas a proposta prevê a manutenção dos diálogos em inglês arcaico (Old English).
A decisão surgiu enquanto o cineasta escrevia outro projeto de terror. Após a história adquirir um tom novamente sombrio, Eggers afirmou que precisava interromper esse ciclo. Em uma sessão de perguntas e respostas depois da exibição de Lobis-Homem, seu filme mais recente, ele resumiu a escolha com ironia: “preciso de uma pausa”.
A visão específica do diretor para a tragédia ainda não foi divulgada. A produção também representaria um reencontro com a Focus Features, estúdio com o qual Eggers trabalhou na maior parte de sua filmografia. Ele é responsável por Nosferatu e pelo futuro Lobis-Homem.
Escrita em meados da década de 1590, a peça acompanha Romeu Montecchio e Julieta Capuleto, jovens apaixonados de famílias rivais de Verona. O romance termina em tragédia e transformou a obra em uma das mais encenadas e estudadas do cânone literário ocidental.
A história já recebeu diversas versões para o cinema. Entre as mais conhecidas estão a adaptação dirigida por Franco Zeffirelli em 1968, vencedora de dois Oscars, e Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann, lançada em 1996 e estrelada por Leonardo DiCaprio e Claire Danes. A produção de Luhrmann transportou a trama para a contemporaneidade, preservando os diálogos originais de Shakespeare em inglês elisabetano.
A nova escolha de Eggers se distancia de seus trabalhos recentes, concentrados em monstros. Nosferatu, filme de terror com vampiros, recebeu indicações ao Oscar em quatro categorias técnicas e arrecadou quase US$182 milhões no mundo, tornando-se o projeto de maior bilheteria do cineasta.
O próximo filme de Eggers será Werwulf, da Focus Features. Aaron Taylor-Johnson interpretará um fazendeiro que se transforma em lobisomem na Inglaterra do século XIV.


