A Netflix informou, durante o relatório do segundo trimestre, que recorreu à inteligência artificial generativa na produção de cerca de 300 projetos originais de seu catálogo. A empresa afirmou que a tecnologia foi incorporada a diferentes momentos do desenvolvimento, da concepção e da pré-visualização à pós-produção e ao lançamento.
Entre os trabalhos mencionados estão a série indiana O Peso da Glória, a minissérie brasileira Brasil 70: A Saga do Tri e a produção documental O Experimento Americano. Nesses títulos, a ferramenta foi empregada na criação de sequências de alta complexidade, como cenas de batalha e ampliações de multidões.
A Netflix declarou que busca combinar qualidade, velocidade e redução de custos com o uso desses recursos. “Estamos utilizando essas ferramentas cada vez mais para entregar resultados de maior qualidade, com mais rapidez e a um custo menor do que os métodos tradicionais”, informou a empresa. Segundo a companhia, em determinadas situações, algumas tomadas e sequências fundamentais poderiam ser abandonadas sem a inteligência artificial generativa.
Resultados financeiros e Letterboxd
No segundo trimestre de 2026, a Netflix registrou receita de US$ 12.56 bilhões, alta de 13.4% em relação ao ano anterior. O lucro líquido informado foi de US$ 3.4 milhões.
A empresa também teria interesse em comprar o Letterboxd, negociação que envolveria ainda a Paramount e a Sony Pictures. Fundado em 2011, o aplicativo e site, que lançou recentemente um serviço de locação de filmes online, procura interessados em uma possível venda.
A holding canadense Tiny é a acionista majoritária do Letterboxd, com uma participação de 60% adquirida em 2023. A avaliação de mercado da empresa está entre US$50 milhões e US$60 milhões. Os cofundadores Matthew Buchanan e Karl von Randow detêm os 40% restantes.


