Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Musical inspirado em Machado de Assis volta a São Paulo em outubro

Montagem de Guilherme Gila terá curta temporada no Teatro Estúdio, com humor, música pop brasileira e coreografias queer.

Musical inspirado em Machado de Assis volta a São Paulo em outubro

O musical A Igreja do Diabo – Um Musical Imoral e Hilário retorna aos palcos de São Paulo em outubro para uma curta temporada no Teatro Estúdio. Inspirada no conto homônimo de Machado de Assis, a montagem foi escrita, dirigida e musicada por Guilherme Gila e combina humor, filosofia moral, música pop brasileira e coreografias de linguagem queer.

A produção da A Casa que Fala estreou em São Paulo em 2023 e recebeu reconhecimento em premiações do teatro e do humor. Entre os resultados estão os prêmios de Melhor Musical Off no Prêmio Bibi Ferreira e de Dramaturgia Original para Guilherme Gila no Prêmio Destaque Imprensa Digital. A montagem também foi contemplada nos Destaques do Ano de Miguel Arcanjo Prado, com os prêmios de Melhor Musical Off e Atriz Revelação para Edyelle Brandão.

No Prêmio PRIO de Humor, Edyelle foi indicada na categoria Melhor Performance, enquanto a produção concorreu pelo trabalho de concepção e realização do musical independente. A primeira temporada ainda alcançou mais de dez indicações a importantes prêmios do teatro e do humor.

Da literatura ao palco

Publicado originalmente no século XIX e reunido posteriormente em Histórias sem Data, de 1884, o conto de Machado de Assis apresenta o Diabo como uma figura que decide fundar sua própria igreja. Cansado de exercer seu ofício sem organização, regras ou doutrina, ele cria um sistema baseado na inversão entre virtudes e pecados.

Na adaptação musical, a personagem central passa a ser a Diaba. Ela estabelece uma religião em que praticar maldades é incentivado e ser uma boa pessoa se transforma no maior dos defeitos. Os seguidores conhecem os chamados “sete ditados capitais”, aderem às regras e começam a modificar o mundo ao redor. A narrativa, porém, mantém a contradição central do conto: a natureza humana não se ajusta inteiramente a nenhum sistema moral.

A montagem aproxima essa discussão do presente por meio da comicidade, da dança e de uma sonoridade inspirada no pop brasileiro. A linguagem coreográfica queer dialoga com expressões artísticas protagonizadas por mulheres, pessoas pretas e integrantes da comunidade LGBTQ+, grupos submetidos historicamente a diferentes formas de julgamento moral.

Equipe e elenco

A nova temporada reúne Edyelle Brandão, Giovana Brandão, Olivia Lopes, Raphael Mota, Aron Luiz e Rupa Figueira. Edyelle volta ao papel da Diaba, enquanto os demais intérpretes representam as figuras de um universo em que céu, inferno e humanidade se encontram para testar os limites da moral.

Guilherme Gila responde pela direção geral, dramaturgia e músicas. A direção musical é de Samir Alves, e as coreografias são assinadas por Gabriella Medeiros. A equipe criativa inclui Laís Damato, na cenografia; Isis Patacho, na cenotécnica; Pietro Di Pompeii, no desenho do vitral; Fran Barros, no desenho de luz; e Graziela Bastos, nos figurinos.

Rebeca Reis assina a produção executiva, Dan Maschio responde pela identidade visual e Anne Beatriz, pelas artes gráficas. A temporada retoma o diálogo entre a obra de Machado de Assis e uma linguagem cênica contemporânea, transformando questões sobre virtude, vício, hipocrisia e comportamento social em uma comédia musical brasileira.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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