Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

Jessie Ware fecha ciclo de discos com a intimidade dançante de ‘Superbloom’

Novo álbum combina disco, dance, R&B e sintetizadores em uma jornada amadurecida, teatral e centrada nos vocais da cantora.

Jessie Ware fecha ciclo de discos com a intimidade dançante de ‘Superbloom’

Jessie Ware apresenta em ‘Superbloom’ uma jornada musical mais íntima e carnal, sem abandonar a pulsação dançante que marcou seus trabalhos recentes. Com treze faixas inéditas, o álbum reúne disco, dance, R&B e sintetizadores associados aos anos 1970 em uma construção teatral, sensual e amadurecida — possivelmente o capítulo final de uma trilogia iniciada com ‘What’s Your Pleasure’ e seguida por ‘That! Feels Good!’.

A cantora e compositora britânica estreou oficialmente em 2012 com ‘Devotion’, disco que já indicava seu interesse pelo art pop e pelo R&B alternativo. Em 2020, alcançou um novo momento de destaque com ‘What’s Your Pleasure’, mergulho elegante no nu-disco e no hi-NRG. Três anos depois, ‘That! Feels Good!’ ampliou essa direção ao aproximar referências associadas a Madonna e Kylie Minogue de uma identidade própria.

Um jardim de metáforas e sintetizadores

A promoção de ‘Superbloom’ começou em janeiro de 2026 com “I Could Get Used to This”. A faixa combina R&B e funk e recupera o uso de cordas recorrente na obra de Ware. Nas semanas seguintes, vieram “Automatic”, próxima da atmosfera de ‘What’s Your Pleasure’; “Ride”, que transforma o trabalho de Ennio Morricone em um western musical; e “Sauna”, apresentada como uma das melhores faixas da carreira da cantora.

O lançamento oficial amplia esse percurso por meio de metáforas ligadas a jardins e ao amadurecimento. “The Garden Prelude”, uma introdução de quase cinquenta segundos, conduz à faixa-título, sustentada por piano, baixo e vocais cristalinos. A abertura estabelece o tom de um disco que procura organizar diferentes facetas da artista sem abrir mão do impulso instrumental.

Ware também explora o camp e imagina um musical próprio, mas sem recorrer ao exagero performático. Em “Mr Valentine”, sintetizadores, baixo, guitarra, bateria e pandeiros se encontram em uma faixa que evoca “Beautiful People”. Já “Don’t You Know Who I Am?” se destaca como uma declaração amorosa teatral, com homenagens a Diana Ross e Gloria Gaynor.

Entre a celebração e o desvio

O principal ponto de descompasso está em “16 Summers”, balada destinada ao filho. A canção se apoia em uma estrutura melodramática e aborda a passagem do tempo com uma narrativa saudosista, mas não estabelece a mesma relação com as demais faixas. Sua posição também causa estranhamento por anteceder “No Consequences”, de infusão soul-dance, e “Mon Amour”, construída no nu-disco.

Ainda assim, ‘Superbloom’ funciona como encerramento coerente para o ciclo formado por ‘What’s Your Pleasure’ e ‘That! Feels Good!’. O álbum não alcança o mesmo patamar dos trabalhos anteriores, mas preserva o interesse pela maneira despojada, sensual e amadurecida como Jessie Ware desenvolve suas ideias. No centro dessa construção estão os vocais da cantora, que recebem destaque absoluto ao longo do disco.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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