Geoffrey Rush afirmou que pode voltar a interpretar o Capitão Barbossa em um novo filme de Piratas do Caribe, mas condicionou a decisão à existência de um roteiro consistente. O personagem morreu duas vezes ao longo da saga, e o ator disse que não gostaria de transformar seu retorno em uma solução conveniente ou motivada apenas por um novo pagamento.
“[Meu personagem] se sacrificou por sua filha. Não quero que [meu retorno] fique algo muito piegas ou fácil demais, a ponto de eu voltar e pensar: ‘Só quero garantir mais um pagamento’”, declarou Rush. Ele também afirmou respeitar a dimensão adquirida pela franquia ao longo de 20 anos.
Para o ator, a morte de Barbossa não impediria necessariamente uma nova aparição. Rush mencionou como referência o pai de Hamlet, personagem de Shakespeare que retorna como fantasma, e disse que gostaria de voltar para perturbar Jack Sparrow. A possibilidade, segundo ele, dependeria de uma boa construção narrativa.
O produtor Jerry Bruckheimer confirmou anteriormente que um novo capítulo está em desenvolvimento. As conversas com Johnny Depp estariam em andamento, enquanto a produção busca definir os rumos da história.
A proposta em discussão não teria Jack Sparrow como único centro. Uma personagem interpretada por Margot Robbie poderia assumir o protagonismo, com Sparrow em uma função secundária. Relatórios divulgados em fevereiro de 2026 também apontaram que o próximo filme poderia abordar o filho do capitão, abrindo espaço para a participação de Depp sem necessariamente colocá-lo no papel principal.
Rush interpretou Barbossa nos filmes anteriores, enquanto Depp se afastou da franquia depois de A Vingança de Salazar. Lançado em 2017, o longa arrecadou US$ 795,9 milhões no mundo e foi o filme de menor bilheteria da série. Os cinco filmes já somaram mais de US$ 4,5 bilhões nas bilheterias globais.
Embora a Disney tenha demonstrado interesse no retorno de Depp como Jack Sparrow depois da vitória do ator em um processo judicial, os termos de uma eventual volta ainda não haviam sido definidos. A decisão, conforme as informações disponíveis, depende da disposição do próprio ator.


