“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” retoma a história das irmãs Owens e amplia o universo apresentado no filme lançado em 1998. Sandra Bullock e Nicole Kidman voltam aos papéis de Sally e Gillian, agora em uma trama multigeracional que combina maldição familiar, romance e fantasia sem abandonar o tom leve da produção original.
Na linhagem das Owens, qualquer pessoa que se apaixone por uma de suas integrantes acaba morrendo em um acidente trágico. A maldição foi lançada por uma ancestral e atravessa gerações, transformando o amor em uma ameaça permanente para as mulheres da família.
Após a morte do marido, Sally conclui que o feitiço ainda está ativo. Para proteger as filhas, Kylie e Antonia, ela decide rejeitar a magia com a qual nasceu e lança um encantamento para apagar da memória das meninas suas verdadeiras identidades. Gillian alerta que a verdade não permanecerá escondida para sempre, mas Sally mantém a decisão.
A situação muda quando Gideon, namorado de Kylie, sofre um grave acidente e entra em coma induzido depois que ela se declara. Gillian então força Sally a revelar à filha a origem da família e seus poderes. Revoltada por ter sido mantida longe da própria história, Kylie viaja sozinha até Thornfield para investigar as raízes das Owens.
Uma nova geração da família
Durante a busca, Kylie encontra o Livro dos Corvos, um volume poderoso e perigoso que pode ajudá-la a encerrar a maldição. Ela precisa agir antes que Gideon morra e antes que a tristeza e a solidão associadas ao destino das mulheres Owens também se tornem parte de sua vida.
Enquanto isso, Sally e Gillian atravessam o caminho acompanhadas do acadêmico Ian Wright, interpretado por Lee Pace. As duas tentam localizar Kylie e protegê-la de um destino que ameaça toda a família. A narrativa, assim, desloca parte do foco para as novas integrantes dos Owens sem deixar de acompanhar a relação entre as irmãs originais.
A direção de Susanne Bier conduz a continuação como uma homenagem ao primeiro filme. A estética estabelece uma ponte entre passado e presente, enquanto a química entre Bullock e Kidman sustenta o retorno das personagens. As atrizes preservam as características de Sally e Gillian e fazem com que suas diferenças convirjam para uma celebração do amor e da família.
Joey King encontra espaço para se destacar como Kylie. Já Maisie Williams, no papel de Antonia, tem seu talento pouco aproveitado e permanece em uma posição coadjuvante. Stockard Channing e Dianne Wiest também retornam como Franny e Jetty, responsáveis por momentos de emoção e por algumas lágrimas discretas ao longo do filme.
A produção não escapa de problemas. Alguns diálogos são excessivamente forçados e chegam a comprometer determinadas cenas. Ainda assim, a continuação encontra sua força ao não tentar transformar a fantasia em algo diferente do que ela é. Entre clichês do gênero e elementos conhecidos da saga, o filme preserva um tom afetuoso e mantém o vínculo com o público que se formou em torno das irmãs Owens.
“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” estreia em 10 de setembro nos cinemas nacionais.


