“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, continuação de “Da Magia à Sedução”, deve arrecadar entre US$ 58-63 milhões em seu primeiro fim de semana nas bilheterias mundiais. A projeção inclui cerca de US$ 40 milhões nos Estados Unidos e entre US$ 18-23 milhões em outros mercados.
No mercado norte-americano, a estimativa fica abaixo da estreia do filme original, que alcançou US$ 46.7 milhões no país em 1998. Fora dos Estados Unidos, a produção deve chegar a 77 mercados.
A chegada aos cinemas nacionais está marcada para 10 de setembro. Antes disso, as primeiras impressões divulgadas por críticos indicam uma recepção dividida, com elogios às protagonistas e críticas à duração, ao ritmo e ao desenvolvimento de parte dos personagens.
Críticas dividem opiniões
Sandra Bullock e Nicole Kidman aparecem entre os pontos mais elogiados. A química entre as duas, que interpretam irmãs, é apontada como um dos elementos capazes de sustentar a continuação e recuperar o vínculo afetivo com o filme original.
Por outro lado, as avaliações negativas descrevem uma narrativa com muitas tramas simultâneas, pouca magia e ritmo irregular. A duração de 130 minutos também foi alvo recorrente de críticas. Para alguns avaliadores, o longa poderia ser 30 minutos mais curto, enquanto o terceiro ato e a trilha sonora foram considerados pouco eficientes.
O espaço destinado às personagens interpretadas por Joey King e Maisie Williams também aparece entre as ressalvas. Há críticas à pouca exploração da relação entre as filhas e ao tempo de tela reduzido das duas atrizes. Outros comentários consideram previsíveis as tentativas de humor e afirmam que determinados elementos da mitologia não são suficientemente desenvolvidos.
As avaliações favoráveis destacam o tom nostálgico, o humor e a permanência do foco na irmandade. Lee Pace também é citado como uma adição positiva ao elenco. Para esse grupo de críticos, a expansão da história da família Owens combina aventura e mistério sobrenatural, além de retomar o ambiente do longa original.
Continuação inspirada em Alice Hoffman
Susanne Bier dirige o filme, que adapta “O Livro da Magia”, segundo romance da saga de Alice Hoffman. Akiva Goldsman, responsável pelo roteiro do clássico de 1998, retorna à função na continuação.
A produtora Denise Di Novi afirmou que a equipe procurou preservar a relação dos fãs com as personagens e com a obra anterior: “Não vamos inventar algo novo.” Ela também disse que a história será fiel ao livro e que a produção pretende manter a passagem do tempo presente na narrativa.
O novo filme reúne novamente Bullock e Kidman e amplia o universo da família Owens, mas chega ao público sob avaliações que oscilam entre a aprovação do reencontro das protagonistas e a insatisfação com a extensão e o ritmo da história.


