Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

Cinema aproxima estudantes do litoral paranaense da ciência e da conservação marinha

Sessões em duas escolas públicas de Pontal do Paraná combinaram filme sobre pinguins, mediação científica e conversas sobre o ambiente costeiro.

Cinema aproxima estudantes do litoral paranaense da ciência e da conservação marinha

Estudantes de duas escolas públicas do litoral paranaense participaram de sessões de cinema acompanhadas por conversas com pesquisadores sobre conservação marinha, biodiversidade e mudanças climáticas. A iniciativa foi conduzida pelo Viralume – Laboratório de Comunicação Pública da Ciência da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o objetivo de aproximar a produção científica da educação básica por meio do audiovisual.

O filme exibido apresenta a história de Mawé, um pinguim encontrado ferido e submetido a um processo de resgate e reabilitação pela equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC). Com uma abordagem lúdica, a produção atribui voz e personalidade aos animais por meio da dublagem.

As atividades fazem parte dos projetos “Ciência pra Quê?” e “UFPR Na Sua Vida”. A organização envolveu o LEC, o NAPI Paraná Faz Ciência, a MarMaré e a Coalizão Paraná pela Década do Oceano. As sessões foram realizadas no Colégio Estadual Maria Helena T. Luciano e no Colégio Estadual Indígena Guavira Poty, ambos em Pontal do Paraná.

Perguntas depois da tela

No Colégio Estadual Maria Helena T. Luciano, a exibição ocorreu em 17 de agosto. O contato com pesquisadores levou os alunos a discutir tanto a preservação do mar quanto os procedimentos utilizados no cuidado dos animais. Emanuel Galvão de Oliveira quis saber por que determinado tipo de termômetro não é usado no atendimento veterinário e afirmou ter aprendido uma informação que desconhecia. O estudante também associou a mensagem do filme à redução do descarte de lixo no mar e manifestou interesse em assistir à produção novamente com a família.

Fernanda Luna Santos destacou a trajetória do pinguim e a recuperação do animal após o ferimento. Para ela, a atividade também revelou as dificuldades enfrentadas pelos pinguins que chegam à região e o papel do trabalho de reabilitação para que possam retornar ao oceano.

A professora de Ciências do ensino fundamental e coordenadora do Clube de Ciências, Daniele Cristina Laufer Amaral, avaliou que a linguagem do filme tornou os conteúdos científicos acessíveis. Ela observou que os alunos continuaram debatendo as perguntas feitas durante a atividade depois do encerramento da sessão.

Marcela Nascimento, professora de Química no ensino médio e de Educação Financeira no 8º ano, relacionou a experiência à possibilidade de ampliar a atenção dos adolescentes para o ambiente em que vivem. Na avaliação da educadora, o contato direto com pesquisadores estimula a curiosidade e a busca por conhecimento.

O território como ponto de partida

No Colégio Estadual Indígena Guavira Poty, a sessão foi realizada em 31 de agosto. A atividade apresentou aos estudantes as etapas de resgate, reabilitação e cuidado de animais marinhos sem que eles precisassem se deslocar até o laboratório.

O pedagogo Mateus Bravo de Oliveira afirmou que a temática dialoga diretamente com a realidade territorial dos alunos. Em sua avaliação, conhecer uma produção sobre o espaço onde vivem contribui para a compreensão do ambiente e fortalece a identidade da aldeia.

A exibição também ampliou o conhecimento dos estudantes sobre as diferenças entre as espécies de pinguins. Maucon Oliveira Gonçalves, do 9o ano, relatou ter descoberto que os animais podem variar no bico, no tamanho, no peso e na plumagem.

Para Regiane Ribeiro, coordenadora do Viralume, a aproximação com as escolas é parte do esforço de diálogo entre a universidade e a educação básica. A iniciativa, segundo ela, permite reconhecer nos estudantes os futuros cientistas e integrantes da Universidade.

Giselle Corrêa, pós-doutoranda da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, afirmou que levar o Trecho 6 às escolas significa apresentar aos alunos tanto o trabalho de cuidado com os pinguins quanto uma linguagem cinematográfica que nem sempre está presente em seu cotidiano. A proposta, explicou, é ampliar horizontes e possibilidades para os estudantes.

Mariana Lacerda, pesquisadora do LEC e da Coalizão Paraná pela Década do Oceano, ressaltou que a construção de soluções sustentáveis depende da colaboração entre pessoas e instituições. Para ela, a divulgação científica aproxima a ciência da sociedade e transforma o conhecimento em entendimento, participação e movimento. As organizações envolvidas esperam ampliar essas redes de colaboração para fortalecer a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros com o envolvimento direto da sociedade.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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