BELO HORIZONTE — A abertura do CineBH 2026 reuniu, na capital mineira, homenagens à escritora brasileira Conceição Evaristo e à cineasta paraguaia Paz Encina. A cerimônia também apresentou o tema desta edição, “Cinema Latino-Americano: O que será?”, antes da exibição de Se eu Fosse Vivo…Vivia, escrito e dirigido por André Novais Oliveira.
Realizado no Cine Theatro Brasil, o evento teve uma cerimônia objetiva, construída por diferentes formas de expressão cultural. Paz Encina subiu ao palco e fez um breve discurso, no qual citou filmes marcantes em referência aos 20 anos de evento.
Conceição Evaristo, que estreou como atriz no filme exibido na abertura, não pôde comparecer presencialmente. Ela participou ao vivo pelo telão e recebeu aplausos. Familiares da escritora subiram ao palco para receber o prêmio em seu nome.
Um casal e as razões de existir
No filme de André Novais Oliveira, Gilberto, interpretado por Norberto Novais Oliveira, é um jovem romântico que não considera cafona fazer uma serenata de desculpas. Apaixonado desde cedo por Jacira, personagem de Conceição Evaristo, ele encontra na companheira uma razão de existência e permanece ao lado dela durante 50 anos.
Na melhor idade, os dois vivem na simplicidade da vida que construíram juntos. A chegada de um problema de saúde de Jacira, porém, conduz Gilberto por uma jornada reflexiva e curiosa, na qual o cotidiano se abre para elementos fantásticos.
A obra combina uma crônica do dia a dia com um imaginário voltado às razões de existir e aos encontros que atravessam uma vida. A memória da relação aparece como parte de uma enciclopédia de emoções, capaz de acompanhar os personagens diante das partidas.
O CineBH — Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte — ocorre de 22 a 27 de setembro, com 102 filmes de 18 estados brasileiros.


