Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

Netflix retoma romance escolar em filme que não desenvolve seus conflitos

Dirigido por Fawzia Mirza, o longa acompanha um estudante dividido entre o MIT, a família e uma paixão inesperada.

Netflix retoma romance escolar em filme que não desenvolve seus conflitos

A premissa de Beijar é a Parte Fácil coloca o futuro acadêmico de um estudante em choque com uma aproximação amorosa, mas o filme não sustenta a complexidade dos temas que apresenta. Novo lançamento de setembro da Netflix, o romance adolescente é dirigido pela cineasta canadense Fawzia Mirza e adapta uma história publicada originalmente no Wattpad.

Sean, interpretado por Asher Angel, está no fim do ensino médio e organiza a vida em torno do objetivo de entrar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Além de estudar com disciplina, ele ajuda a mãe na loja da família. A rotina muda quando os pais de Flora, a garota mais popular da escola, oferecem dinheiro para que ele dê aulas à jovem e se aproxime dela. Em troca, Sean receberia uma recomendação para o MIT. O acordo, porém, se complica quando ele começa a se apaixonar por Flora, vivida por Paris Berelc.

O problema não está na falta de assuntos possíveis, mas na maneira como o filme os conduz. A adaptação sugere dilemas ligados à maturidade, às primeiras decisões importantes e à insegurança de quem ainda não tem a experiência necessária para transformar dúvidas em certezas. Esses elementos poderiam orientar o desenvolvimento dos personagens, mas permanecem encobertos por conflitos previsíveis e por situações que não articulam com consistência as ações e as personalidades em cena.

A forma também reforça essa limitação. O longa recorre a soluções conhecidas do romance adolescente, enquanto as atuações não ganham força suficiente para ampliar o alcance dos conflitos. Os personagens coadjuvantes aparecem pouco desenvolvidos, e a narrativa perde impulso à medida que avança.

A escritora Christine Duann parece encontrar, na discussão sobre amadurecimento, um eixo capaz de sustentar a história. Na adaptação cinematográfica, contudo, esse eixo não recebe elaboração suficiente. O resultado é um filme que repete estruturas familiares sem transformá-las em uma experiência especialmente marcante, deixando escapar a oportunidade de dar maior densidade ao percurso de Sean e Flora.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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