Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Apple TV lidera Emmy 2026 com catálogo menor e foco em séries de gênero

Plataforma venceu 28 prêmios, superou HBO Max e Netflix e concentrou o resultado em duas produções.

Apple TV lidera Emmy 2026 com catálogo menor e foco em séries de gênero

A Apple TV terminou o Emmy 2026 como a plataforma mais premiada, com 28 troféus. A HBO Max ficou em segundo lugar, com 21, e a Netflix terminou com 16. Foi a 1ª vez que o serviço da Apple alcançou o topo da premiação desde seu lançamento em 2019.

A liderança ocorreu apesar de a plataforma ter recebido menos indicações que as concorrentes. A HBO Max teve 122 nomeações, a Netflix somou 111 e a Apple TV, 89. Considerando essa relação, quase um terço das indicações da Apple se transformou em vitória: cerca de 32%, contra aproximadamente 17% da HBO Max e 14% da Netflix.

Um resultado concentrado em poucas séries

A campanha da Apple foi impulsionada principalmente por duas produções. “O Segredo de Widow’s Bay” conquistou 14 prêmios, enquanto “Pluribus” venceu seis categorias. Juntas, as séries responderam por 20 dos 28 troféus da plataforma, mais de 70% do total.

“Margo Está em Apuros” e “Palm Royale” ganharam três prêmios cada. “Slow Horses” e “O Lendário Martin Scorsese” ficaram com um troféu cada.

A concentração também apareceu entre os indicados. A Apple colocou “O Segredo de Widow’s Bay”, “Falando a Real” e “Margo Está em Apuros” na disputa de Melhor Série de Comédia. Em Melhor Série de Drama, concorreram “Pluribus”, “Slow Horses” e “Seus Amigos e Vizinhos”.

Menos lançamentos, uma identidade mais definida

A escala da Apple permanece menor que a das principais concorrentes. No ano passado, a plataforma teve 37 estreias de temporadas produzidas nos EUA, enquanto a Netflix lançou 133. Em junho deste ano, um levantamento do JustWatch estimou cerca de 220 programas disponíveis na Apple TV, diante de aproximadamente 3.300 na Netflix.

A Apple iniciou sua operação de streaming em 2019 com uma biblioteca construída praticamente do zero e baseada em produções próprias. Para 2026, a empresa anunciou a chegada de um original novo por semana, considerando diferentes formatos, mas ainda sem alcançar a escala da Netflix.

Dados da Antenna apontaram neste ano que os assinantes mais ativos da Apple tendem a se concentrar em poucas séries-âncora. Na Netflix, a audiência pesada se distribui por um número maior de títulos. O modelo aproxima a Apple da lógica da televisão paga premium, baseada em produções capazes de definir a identidade de um canal, enquanto a Netflix consolidou uma estratégia de volume.

A virada em relação a 2025

Em 2025, a Apple havia alcançado seu melhor resultado até então, com 22 prêmios, impulsionada por “O Estúdio” e “Ruptura”. Ainda assim, ficou atrás da HBO Max e da Netflix, que empataram com 30 troféus cada. Neste ano, a Apple avançou para 28, enquanto as duas concorrentes recuaram para 21 e 16, respectivamente.

“O Estúdio” havia estabelecido em 2025 o recorde de comédia mais premiada em uma única edição do Emmy, com 13 troféus. A marca foi superada por “O Segredo de Widow’s Bay”, que chegou a 14 prêmios.

A liderança da Apple também rompeu uma concentração histórica: foi apenas a 2ª vez em duas décadas que HBO, HBO Max ou Netflix não terminaram no topo da contagem de Emmys. A outra ocorreu em 2024, quando FX/Disney+ ficou à frente das duas plataformas.

Ficção científica, fantasia e horror no centro

A Apple construiu uma biblioteca com forte presença de ficção científica e fantasia, reunindo títulos como “Silo”, “Fundação”, “Matéria Escura”, “For All Mankind”, “Monarch: Legado de Monstros”, “Ruptura” e “Diários de um Robô-Assassino”.

No Emmy deste ano, essa escolha chegou ao centro da premiação. “O Segredo de Widow’s Bay”, que combina comédia e horror em uma história sobre uma comunidade assombrada, foi a produção mais premiada da edição. “Pluribus”, série de ficção científica de Vince Gilligan, recebeu 18 indicações e venceu seis categorias, entre elas Melhor Atriz de Drama, para Rhea Seehorn.

A presença das duas séries ocorre em um momento de mudança na avaliação de produções de gênero. Por décadas, ficção científica, fantasia e horror ficaram sobretudo nas categorias técnicas do Emmy. Essa barreira começou a ceder com títulos como “Lost”, “Game of Thrones” e “The Handmaid’s Tale”.

A estratégia da Apple foi conduzida, desde a origem do serviço, por Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, chefes mundiais de vídeo da empresa. Contratados em 2017, eles haviam sido presidentes da Sony Pictures Television. Matt Cherniss, chefe de Programação e Desenvolvimento Doméstico da Apple TV, chegou no mesmo ano, depois de presidir a WGN America e a Tribune Studios.

Na Europa, a programação é comandada por Jay Hunt, diretora criativa da Apple TV para a região. Morgan Wandell, que dirigiu o desenvolvimento internacional até maio deste ano, também participou da formação do catálogo. Após sua saída para criar uma produtora própria, parte de suas atribuições passou a Cherniss, enquanto Hunt ampliou sua atuação internacional.

A premiação, assim, coincide com uma política de programação que privilegia diferenciação e continuidade de séries, em vez de competir com o volume de lançamentos e o tamanho de catálogo da Netflix.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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