Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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American Horror Story: 13 dilui o terror em homenagens e núcleos desconexos

Os três episódios iniciais reúnem personagens conhecidos da antologia, mas tropeçam em diálogos explicativos e uma mitologia dispersa.

American Horror Story: 13 dilui o terror em homenagens e núcleos desconexos

A nova temporada de American Horror Story começa com uma conspiração sobrenatural ligada ao número treze, mas os três episódios iniciais não conseguem transformar a reunião de personagens conhecidos em uma narrativa coesa. Em vez de recuperar a força das primeiras fases da antologia, American Horror Story: 13 se espalha por diferentes núcleos e aposta em referências que, até aqui, parecem mais importantes do que o desenvolvimento da história.

Criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk, a série estreou em 2011 combinando horror, suspense erótico e drama psicológico. As primeiras quatro temporadas ajudaram a consolidar a produção, mas a trajetória posterior também foi marcada por escolhas que indicaram fadiga criativa, como o exagero de Cult, a narrativa psicossexual de NYC e a nostalgia de Apocalypse.

Uma conspiração cercada por explicações

A trama acompanha Ben DeSoto (Joey Pollari), um cuidador traumatizado que sofre de triscaidecafobia. Depois de perder a namorada em um acidente de avião, ele é contratado para supervisionar Sr. Nas (Fedor Steer), um idoso em estado terminal cuidado por Constance Langdon (Jessica Lange) e pelo excêntrico Dr. Phibes (John Waters).

A residência de Sr. Nas esconde segredos, enquanto a temporada também explora o limite entre o mundo terreno e o espiritual. Nesse percurso, a história envolve a Suprema Cordelia Goode (Sarah Paulson) e as pupilas da Academia Miss Robichaux para Moças Excepcionais. O problema está na forma como essas informações são apresentadas: os diálogos explicam repetidamente o significado do número treze e as teorias que cercam Ben, reduzindo o espaço para sutilezas.

Os episódios têm duração acelerada, com o último chegando a 22 minutos. A estrutura contribui para a sensação de dispersão, sobretudo porque a temporada reúne aparições de Twisty, o Palhaço (John Carroll Lynch), e de Elizabeth Short, conhecida como Dália Negra (Mena Suvari), sem esclarecer de maneira convincente a função dessas presenças.

Rumores sobre a concepção da temporada indicavam que ela teria seis episódios, posteriormente ampliados em sete para dialogar com o título. A mudança ajuda a explicar, ao menos no desenho apresentado nos capítulos iniciais, a impressão de que diferentes ideias foram reunidas sem uma direção narrativa definida.

Retornos e uma mitologia pouco desenvolvida

Murphy e Crystle Roberson Dorsey dividem a direção e retomam recursos visuais associados à antologia, como planos holandeses e ângulos obtusos. A estética procura recuperar o ambiente de Murder House e Asylum, mas a familiaridade visual não resolve os problemas de construção dramática.

Jessica Lange é o principal destaque entre as atuações. Seu retorno marca a primeira aparição na série desde Apocalypse, novamente com o sotaque sulista e a personalidade ambígua, vingativa e superprotetora de Constance Langdon. Ainda assim, sua presença não basta para compensar os diálogos frágeis e a quantidade de núcleos que disputam atenção.

O elemento mais original da mitologia aparece no Apollyon, hotel onde Sr. Nas vive. O nome é apresentado como uma transcrição grega de Abaddon, um dos reis do inferno, associado a um exército de gafanhotos e ao significado de “destruidor”. A ideia sugere uma possível dimensão para a figura de Nas, mas permanece pouco desenvolvida nos episódios iniciais.

Até o momento, American Horror Story: 13 funciona mais como um inventário de referências e retornos do que como uma história capaz de sustentar o interesse por seus próprios personagens. Os próximos episódios chegam ao Disney+ no dia 1º de outubro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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