Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Servidor de Erval Velho receberá indenização após ficar sem tarefas por seis meses

Tribunal de Justiça de Santa Catarina reconheceu assédio moral de prefeitura que manteve funcionário sem atividades durante o expediente.

Servidor de Erval Velho receberá indenização após ficar sem tarefas por seis meses
Foto: TJSC/Divulgação

Um servidor público de Erval Velho, no Oeste de Santa Catarina, receberá R$ 10 mil por danos morais após ser mantido sem tarefas pela prefeitura. Ele passou o expediente sentado em um barracão de obras, sem exercer qualquer atividade.

A decisão da 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou a sentença da Vara Única de Cunha Porã, que reconheceu a ocorrência de assédio moral. O julgamento foi divulgado na sexta-feira (4), e a decisão do relator foi aprovada por unanimidade.

Mudança de função

O servidor trabalhava como operador de máquinas e tinha como principal atribuição conduzir uma motoniveladora. Em junho de 2024, por determinação do prefeito, outro funcionário foi designado para operar o equipamento.

Depois de um desentendimento relacionado à mudança, o trabalhador passou a cumprir o expediente no pátio, sem receber novas tarefas. Testemunhas relataram que, entre junho e dezembro de 2024, ele permanecia sentado no barracão, sem atividade.

Em julho daquele ano, o servidor notificou formalmente a prefeitura e pediu que suas funções fossem definidas. A administração municipal, porém, não tomou providências.

Fundamentação da decisão

Os magistrados afirmaram que a prefeitura pode redefinir as funções de seus servidores, mas não pode deixar um funcionário completamente sem trabalho. Caso houvesse resistência às novas tarefas, o município deveria ter instaurado um processo administrativo disciplinar.

Para definir o valor da indenização, o colegiado considerou o período em que o servidor permaneceu inativo e o caráter educativo da medida, destinado a evitar a repetição da prática. Sobre a quantia ainda incidirão juros e correção monetária.

O nome do funcionário não foi divulgado. A prefeitura de Erval Velho foi procurada para se posicionar sobre o caso.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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