RINCÃO — A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo confirmou, neste sábado (5), que o segundo corpo encontrado no Rio Mogi-Guaçu, em Rincão, era do pescador Tiago Ravagnani Ferreira, de 23 anos. Ele estava desaparecido desde segunda-feira (31), quando saiu para pescar acompanhado de Walmir Aparecido Mora, de 65 anos.
Mesmo em avançado estado de decomposição, Tiago foi identificado por um familiar, que reconheceu uma tatuagem nas costas. O corpo havia sido localizado na tarde de sexta-feira (4), próximo ao ponto onde Walmir foi encontrado dois dias antes.
Investigação das mortes
O corpo de Walmir foi achado na quarta-feira (2), em Rincão, com indícios de perfuração por arma. O Boletim de Ocorrência registra que o pescador sofria ameaças. Até o momento, não foram informadas as causas das mortes.
A perícia foi chamada ao local onde Tiago foi encontrado. O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Seccional de Araraquara, responsável pelas investigações para esclarecer o que aconteceu com os dois pescadores.
Desaparecimento
O desaparecimento de Walmir foi comunicado à Delegacia de Guatapará (SP), na manhã de quarta-feira (2), pelo empresário que era seu genro. Segundo o relato, Walmir era pescador profissional, morava em Viradouro (SP) e costumava viajar para outras cidades para trabalhar.
Walmir teria chegado a Guatapará por volta de 0h de 29 de agosto, em seu próprio carro e acompanhado de outro pescador. A filha manteve contato telefônico com ele até a manhã de segunda-feira. Mais tarde, por volta das 18h30, ele informou a terceiros que estava nas proximidades da Velha Fábrica de Celulose. Depois disso, não houve novos contatos.
O genro também relatou à polícia que Walmir já havia mencionado desavenças e ameaças. Ele disse ainda ter recebido informações sobre um alerta compartilhado em um grupo de pescadores, recomendando que a região de Guatapará fosse evitada por causa de uma possível armadilha contra trabalhadores que pescavam no local.


