Grandes reservatórios de água do Paraná passaram a integrar a paisagem e a memória de cidades do interior por causa de seus formatos. Construídas para apoiar o abastecimento público, algumas estruturas lembram elementos regionais, enquanto outras despertam associações com objetos e figuras conhecidas.
Em Arapongas, no Norte do estado, a caixa d’água é inspirada na araucária, árvore símbolo do Paraná. O reservatório se tornou um dos símbolos arquitetônicos e históricos do município. Com design modernista dos anos 1960, a estrutura recebeu recentemente uma nova pintura em uma parceria entre a Prefeitura e a Pacaembu Construtora.
A referência à araucária também aparece em Maringá. O reservatório elevado da antiga Codemar tem 27 metros de altura e foi projetado na década de 1960 pelo arquiteto Gerhard Leo Linzmeyer. A estrutura foi concebida no formato da árvore.
Formas que viraram cartão-postal
Em São Mateus do Sul, no Sul do Paraná, a caixa d’água tem a forma de uma cuia de chimarrão. Escolhida como cartão-postal da cidade, tornou-se um ponto de visitação para moradores e visitantes. A estrutura tem 23 metros de altura, capacidade para armazenar 160 metros cúbicos de água e foi inaugurada em 1968.
Londrina abriga outra construção de formato incomum. Em uma das áreas mais altas da cidade, no bairro Santos Dumont, na zona leste, uma caixa d’água de concreto armado tem reservatório elevado que lembra um cálice ou uma coroa.
Em Apucarana, no Norte do estado, a estrutura é associada a um disco voador. A semelhança não foi intencional: a caixa d’água foi construída na década de 1960. Ainda assim, quem passa pela cidade pode ter a impressão de ver um objeto voador não identificado no alto da estrutura.



