Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Renan Santos propõe intervenção federal contra estados que não aderirem a ações de segurança

Em Salvador, candidato do Missão também defendeu proibir bets e criticou Lula e Flávio Bolsonaro por relações com o Caso Master.

Renan Santos defende intervenção federal em estados que não colaborarem no combate ao crime organizado
Foto: Reprodução/TV Bahia

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu, neste domingo (27), uma intervenção federal em estados que não colaborarem com medidas de combate ao crime organizado. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa realizada em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Centro de Salvador, durante agenda de campanha com apoiadores.

Santos não detalhou como pretende executar a medida. Ele afirmou que pretende trabalhar com governadores independentemente de suas posições políticas, mas disse que o governo federal poderá intervir caso não haja cooperação. “Eu preciso dos governadores atuando conosco, ou o Governo Federal vai atuar”, declarou.

Segurança pública e Nordeste

O candidato apresentou a segurança pública como um dos pilares de um eventual governo e citou o Nordeste como uma região em que pretende combater a atuação de facções. Também associou a proposta de enfrentamento ao crime a um plano de desenvolvimento econômico, com redução de despesas do governo federal e direcionamento de recursos para infraestrutura e energia.

Ao falar sobre a região, Santos mencionou a dependência de famílias em relação a políticas públicas e os efeitos do crime organizado sobre a vida social. Na avaliação dele, o desenvolvimento econômico e o combate às facções deveriam avançar conjuntamente.

Questionado especificamente sobre a Bahia, afirmou ter recebido ameaças depois de publicar vídeos sobre crimes ocorridos no estado. Santos relatou que moradores de comunidades enfrentam restrições impostas pelo crime organizado, inclusive relacionadas ao uso de determinadas marcas de roupa. Segundo ele, pessoas teriam sido mortas após usar símbolos ou vestimentas associadas a grupos rivais.

O candidato também afirmou que integrantes de facções que não se entregarem, forem presos e tentarem atacar forças policiais serão combatidos com rigor.

Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro

Santos disse que pretende chegar ao segundo turno e descartou apoiar Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. Ao comentar a disputa, criticou os dois candidatos e mencionou as relações deles e de seus apoiadores com investigações envolvendo o Banco Master.

Ele afirmou que pretende oferecer uma alternativa eleitoral e disse que trabalhará para avançar à etapa final da eleição. Também declarou que, em um debate com grande audiência, seria impossível, em sua avaliação, que brasileiros entregassem o governo a candidatos que classificou como envolvidos no Caso Master.

Posição contra as bets

O candidato reiterou sua oposição às bets e defendeu a proibição de todas as casas de apostas no Brasil. Para Santos, mesmo as empresas legalizadas estariam associadas à lavagem de dinheiro, ao endividamento e ao vício. “Nós vamos proibir todas as bets no Brasil”, afirmou.

Santos também criticou a forma como Luiz Inácio Lula da Silva tomou decisões sobre o setor durante o período eleitoral. Segundo ele, faltou uma transição para grupos de mídia e times esportivos que contavam com as receitas das apostas. O candidato disse ainda que Lula teria transformado o tema em matéria eleitoral.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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