Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Renan Santos critica Flávio Bolsonaro e defende endurecimento na segurança pública

Candidato do Missão atacou Lula, Flávio Bolsonaro e alianças da direita, além de defender intervenções e ações policiais letais.

Renan Santos critica Flávio: 'Brasil se ilude com farsa bolsonarista'
Foto: Fabíola Perez/UOL

Candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Lula (PT) e setores da direita bolsonarista durante um evento da Escola de Formação de Líderes, na zona sul de São Paulo. Também defendeu medidas de endurecimento na segurança pública, incluindo intervenções federais e ações policiais que poderiam resultar em mortes.

Santos afirmou que o Brasil enfrenta uma crise de liderança e disse que parte do país se ilude com o bolsonarismo. Para ele, o poder deveria ser entregue a setores produtivos, e não a políticos que, em sua avaliação, buscam negócios ou votos fáceis.

O candidato classificou o campo adversário como uma combinação de PT e centrão e direcionou críticas ao presidente Lula, que, segundo Santos, está em primeiro nas pesquisas. Também mencionou administrações estaduais do Norte e do Nordeste e criticou o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), associando seu governo a uma combinação de patrimonialismo e discurso de esquerda.

Críticas à direita bolsonarista

Santos afirmou que a população brasileira estaria submetida a dois polos políticos: Lula, de um lado, e a família Bolsonaro, de outro. Disse ainda que parte da elite empresarial brasileira apoiou o bolsonarismo ou permaneceu calada diante dele.

Ao subir o tom contra a direita, o candidato afirmou que setores desse campo aderiram ao bolsonarismo de forma acrítica e se tornaram subservientes à família Bolsonaro. Também mencionou uma associação, na última eleição, com Bacelar e TH Joias, que classificou como ligados ao Comando Vermelho. Na avaliação dele, esse movimento contribuiu para o retorno de Lula ao poder.

Santos disse que o grupo político do qual participa foi deixado de lado pelo restante da direita, mas avaliou que isso favoreceu sua própria organização. Segundo ele, sua campanha mobiliza uma militância mais jovem e mais ativa nas redes sociais do que outros candidatos desse campo político.

Segurança pública

O candidato afirmou que se inspira nas políticas implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O governo salvadorenho é citado por políticos brasileiros de direita e extrema direita pela redução da criminalidade, mas também é alvo de críticas por medidas autoritárias e pela concentração de poder nas instituições do Estado.

Ao tratar de eventuais ações policiais em um governo seu, Santos afirmou: “Matar alguém se necessário, faz parte do jogo”. Ele defendeu intervenções federais nos portos de Santos, em São Paulo, e Pecém, no Ceará. Também mencionou a possibilidade de intervenção federal na Bahia e no Rio de Janeiro, em articulação com governadores.

Santos disse querer ser reconhecido como uma versão brasileira de Bukele e afirmou que sua proposta de enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital) teria diferenças em relação à de El Salvador. Ao mesmo tempo, defendeu uma política de reocupação territorial e de destruição de gangues que ocupam favelas, em uma estratégia que classificou como semelhante à salvadorenha.

O candidato declarou que não teria dificuldade para aprovar projetos de endurecimento das leis penais no Congresso. Também defendeu a decretação de Estado de Defesa e o uso de GLO em locais específicos para a reocupação de territórios, além de prisões e ações letais quando consideradas necessárias.

Questionado sobre liberdades individuais e coletivas, Santos afirmou que expressões como transfobia e racismo são usadas como tentativas de restringir o debate livre. Ao abordar a violência contra a mulher e os feminicídios, disse que morrem mais crianças por infanticídio e defendeu que as mulheres estejam seguras enquanto criminosos são mortos. O combate a esses crimes não aparece entre as propostas do plano de governo apresentado pelo candidato.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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