Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Projeto acompanha deslocamento de tubarões para mapear áreas de risco em Pernambuco

Após onze anos sem expedições, pesquisadores voltaram ao mar para instalar rastreadores e estudar a circulação dos animais perto da costa.

Projeto acompanha deslocamento de tubarões para mapear áreas de risco em Pernambuco
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco retomou o monitoramento científico de tubarões no litoral de Pernambuco com a meta de acompanhar o deslocamento dos animais e contribuir para a redução de ataques. A iniciativa voltou ao mar onze anos depois da última expedição, interrompida por falta de recursos.

O trabalho começou nas proximidades da Praia del Chifre, em Olinda, área que registra incidentes. Desde 1992, o estado contabiliza 84 ocorrências e 27 mortes. A maior parte dos casos envolve tubarões-tigre e tubarões-cabeça-chata. Em 2026, foram registrados três ataques na região.

Até o fim de 2026, os pesquisadores planejam realizar cerca de cem expedições. A estratégia inclui capturar e marcar 50 tubarões com transmissores acústicos, equipamentos capazes de detectar a movimentação dos animais na água.

Paulo Oliveira, coordenador do Projeto Ecotuba, afirma que o objetivo é compreender como os tubarões usam o espaço marinho. “A gente busca saber exatamente a utilização do espaço do mar por parte desses animais”, explica.

Em uma das saídas, a equipe passou três horas e dez minutos em expedição e lançou novamente o espinhel, desta vez em outro ponto do litoral. A embarcação estava a aproximadamente 5 km do Porto do Recife, mas não houve captura. Segundo a equipe, a atividade permitiu testar o barco e treinar os pesquisadores.

Para Robert Smith, estudante de Engenharia de Pesca, a quantidade de ocorrências em Pernambuco exige respostas rápidas. “Em todo o Brasil não se tem a quantidade de casos que tem aqui”, disse.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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