Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisa da UFPR identifica espécies raras nos Campos de Guarapuava

Estudo reúne UFPR e UEL para documentar a biodiversidade dos remanescentes de estepe entre Guarapuava e Candói.

Pesquisa da UFPR identifica espécies raras nos Campos de Guarapuava
Foto: Divulgação/UFPR

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estudam a fauna e a flora dos Campos de Guarapuava, no Paraná. Iniciada em 2025, a pesquisa busca compreender as características e a resiliência dos remanescentes de campo nativo, também conhecidos como estepe.

Coordenado pelos professores Juliano Cordeiro e Christopher Thomas Blum, da UFPR, e José Eduardo Lahóz da Silva Ribeiro, da UEL, o projeto está vinculado ao Departamento de Ciências Agronômicas e Ciências Florestais. Os trabalhos contam com o apoio dos herbários FUEL, da UEL, e Escola de Florestas Curitiba (EFC-UFPR).

Remanescentes entre áreas agrícolas

Levantamento do IBGE indica que os Campos de Guarapuava já ocuparam 4.130 km² do município. A expansão da agricultura e das pastagens reduziu essa formação a pequenos fragmentos, concentrados sobretudo em zonas úmidas, canais de drenagem e afloramentos rochosos basálticos.

A vegetação se desenvolveu sobre rochas e áreas úmidas, em condições consideradas extremas. Para José Eduardo Lahóz da Silva Ribeiro, as plantas que crescem nos afloramentos basálticos apresentam características específicas para lidar com a escassez de solo. “A flora em afloramentos rochosos basálticos no Paraná apresenta adaptações morfológicas e fisiológicas singulares”, afirmou o professor.

As expedições realizadas entre 2025 e 2026 se concentraram nas chamadas ilhas de pedra situadas entre Guarapuava e Candói. No campo, pesquisadores e alunos fizeram coletas, levantamentos populacionais, medições, quadriculamento de áreas e monitoramentos fenológicos, voltados ao acompanhamento do ciclo de vida das plantas em seus habitats originais.

Espécies raras

Entre os resultados estão registros de Zephyranthes paranaensis, da família Amaryllidaceae, e Mimosa hatschbachii, da família Fabaceae. A equipe também encontrou Eryngium corallinum, da família Apiaceae, uma erva perene existente apenas nessa região e classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Para Juliano Cordeiro, a proteção dos fragmentos é necessária porque eles abrigam espécies ameaçadas e contribuem para o equilíbrio ambiental local. “Os estudos nos revelam que eles são verdadeiros santuários ecológicos”, disse o professor.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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