Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná reúne 597.621 doadores de medula cadastrados no Redome

Estado concentra 10% dos doadores brasileiros, e Hemepar registrou 3.158 novos cadastros neste ano.

Paraná reúne 597.621 doadores de medula cadastrados no Redome

O Paraná reúne 597.621 doadores voluntários de medula óssea cadastrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O número equivale a 10% dos 5,9 milhões de doadores registrados no país e a 50% dos 1,2 milhões da região Sul.

Os dados ganham destaque no Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado anualmente no terceiro sábado de setembro. Neste ano, a data será em 19 de setembro. Instituída pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA), a mobilização busca conscientizar sobre a importância da doação, homenagear doadores e estimular novos registros.

Cadastros e transplantes

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que integra a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), registrou 3.158 novos doadores neste ano. O total reúne os cadastros realizados em 21 das 25 unidades de coleta distribuídas pelas regiões do estado.

O cadastro no Redome é feito pelo Hemepar. A presença de unidades em todas as regiões facilita o acesso de pessoas interessadas em se tornar doadoras. O transplante de medula óssea é usado no tratamento de doenças do sangue, como leucemias, e também pode ser indicado para anemia, algumas doenças autoimunes e determinados tipos de doenças genéticas raras.

Em 2025, foram realizados 294 transplantes de medula no Paraná, considerando doações aparentadas, autólogas — quando a pessoa doa para si mesma — e não aparentadas. De janeiro a agosto de 2026, foram registrados 267 transplantes no estado.

“Em muitos casos, a doação de medula pode ser a única chance de sobreviver”, afirmou Juliana Ribeiro Giugni, coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes. Ela ressaltou que cada novo cadastro pode fazer diferença para pacientes de qualquer lugar do Brasil e também de fora do país.

Como funciona o cadastro

O Redome coordena nacionalmente as informações de doadores voluntários. Quando um paciente precisa de transplante e não encontra um doador aparentado compatível, como um irmão ou outro parente próximo, a base cruza informações genéticas de pacientes e doadores em busca de uma possível compatibilidade.

O cadastro do paciente é incluído pelo médico responsável pelo tratamento, em um sistema online destinado a diagnósticos previstos no Regulamento do Ministério da Saúde. Se houver compatibilidade, o doador é chamado para etapas complementares. Pessoas já cadastradas podem ser convocadas para doar até completarem 60 anos.

No Paraná, os interessados devem procurar uma unidade do Hemepar, ter entre 18 e 35 anos, não apresentar doenças impeditivas, como HIV, hepatites B e C ou doenças autoimunes, e levar um documento oficial com foto. Para o teste de compatibilidade genética, são coletados 5 ml de sangue.

A manutenção dos dados também é necessária. “Quem já está registrado deve manter suas informações atualizada para garantir que seja encontrado”, disse Vivian Raksa, diretora do Hemepar. A atualização pode ser feita pelo site do Redome ou pelo aplicativo da instituição, que permite acessar a carteirinha e a declaração de doador.

Nos transplantes de medula, pode haver interação entre doador e receptor, desde que exista consenso entre as partes. A intermediação é feita pela equipe do Redome. Após seis meses do transplante, o doador pode receber informações sobre a saúde do receptor; depois de 18 meses, pode ocorrer um encontro, caso todos concordem.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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