BELO HORIZONTE — O deputado estadual candidato Pablo Almeida (PL-MG), aliado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pediu aos eleitores mineiros que rejeitem o chamado voto “Marécio” na disputa pelo Senado. A expressão identifica uma combinação informal entre Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB), que aparecem em posições de destaque nas pesquisas.
Almeida questionou a possibilidade de Minas eleger Marília e Aécio e associou a eventual presença dos dois no Senado ao fortalecimento dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, apontados por ele como adversários do bolsonarismo. A manifestação foi publicada no Instagram e repostada por Nikolas neste domingo (20/9).
O candidato também criticou posições atribuídas a Marília contrárias à redução da maioridade penal, ao porte de armas e à anistia dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023. No mesmo apelo, defendeu as candidaturas de Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio “Superman” (Novo) ao Senado. “Não aceite esse voto Marécio”, escreveu.
Lula defende voto casado em Marília e Áurea
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se posicionou contra a combinação entre Marília e Aécio. Durante ato de campanha em Montes Claros, no norte de Minas, na semana passada, ele pediu que os eleitores escolhessem Marília e Áurea Carolina (PSol).
“Quem votar na Áurea, vota na Marília. Quem votar na Marília, vota na Áurea. É um voto casado. Não podemos perder voto”, afirmou Lula.
A possibilidade de cada eleitor escolher dois candidatos ao Senado ampliou o espaço para o “Marécio”. Nesse arranjo, Marília lidera as pesquisas, enquanto Aécio busca conquistar o segundo voto de eleitores de diferentes campos políticos.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (21/9) colocou Marília na liderança numérica, com 18%. Domingos Sávio e Carlos Viana (PSD) registraram 16% cada. Aécio apareceu com 13%, seguido por Marcelo Aro (PP), com 12%. Áurea Carolina teve 7%, enquanto Marco Antônio ficou com 4%.


