CURITIBA — A história e os próximos passos do transporte coletivo foram discutidos em uma edição do Conheça sua Urbs, evento organizado pela Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) nesta quarta-feira. A programação reuniu funcionários de empresas do setor, estudantes de urbanismo e busólogos, como são chamados os admiradores de ônibus.
Entre as atividades, os participantes fizeram um passeio em um expresso de 1974 pelo pátio da Urbs e visitaram o CCO. O encontro combinou informações sobre a trajetória do sistema com experiências ligadas à operação cotidiana do transporte na capital paranaense.
Miguel Morelli de Lima, 22 anos, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), participou do evento. Usuário do Ligeirão, ele relacionou o transporte coletivo ao planejamento urbano. “para os urbanistas é preciso pensar a cidade como um todo, e o transporte impacta na qualidade de vida das pessoas”, relatou Miguel.
O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, afirmou que Curitiba busca aprimorar o serviço público por meio de soluções ligadas aos veículos, à infraestrutura e ao atendimento aos passageiros. Ele citou os biarticulados, as canaletas exclusivas, a biometria e a entrega do cartão aos estudantes como iniciativas associadas à mobilidade urbana.
A trajetória da Urbs e o BRT
Criada em 1963, a Urbs atua no planejamento, na operação e na fiscalização do transporte público. Também administra equipamentos urbanos de uso comercial instalados em bens públicos da cidade. Sua missão inclui facilitar os deslocamentos e garantir o acesso das pessoas às suas casas, ao trabalho, aos serviços e ao lazer.
O Bus Rapid Transit (BRT) esteve entre os principais temas da apresentação. Com 52 anos, o modelo implantado durante a gestão do ex-prefeito Jaime Lerner projetou Curitiba internacionalmente. Atualmente, os corredores exclusivos para ônibus transportam 65% dos passageiros.
Concessão e eletrificação
O novo edital para a concessão do transporte coletivo, publicado pela Prefeitura de Curitiba no mês de agosto, prevê integração temporal entre todas as linhas, novas rotas, modernização do sistema e investimentos em eletrificação da frota. O leilão está previsto para 26 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo.
O edital estima R$ 3,9 bilhões em investimentos: 96,75% destinados à frota e 3,25% à infraestrutura de recarga elétrica e a novas estações-tubo. A previsão inclui 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031.


