Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro nega plano de retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Candidato do PL atribuiu a GloboNews a divulgação da acusação e voltou a dizer que respeita todas as religiões.

A nova declaração de Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora Aparecida
Foto: Leandro Chemalle/Revista Fórum

Sob pressão por acusações de articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, Flávio Bolsonaro negou novamente qualquer iniciativa nesse sentido. O candidato do PL à Presidência da República falou com jornalistas durante uma atividade de campanha no Rio de Janeiro e afirmou respeitar todas as religiões.

Flávio disse ser cristão e evangélico, mas declarou que não pretende interferir na condução da Igreja Católica. Também criticou Lula, ao questionar sua aproximação com o cristianismo em períodos eleitorais. “Jamais teve qualquer iniciativa da minha parte. Eu sempre respeitei todas as religiões”, afirmou.

Na sequência, o candidato responsabilizou a GloboNews pela circulação da acusação e classificou o episódio como uma informação falsa. Flávio afirmou esperar que a emissora reconheça a versão em um horário de maior audiência.

Ataques a arcebispo

A controvérsia ocorre depois de manifestações de aliados de Flávio Bolsonaro contra Dom Orlando Brandes, arcebispo emérito de Aparecida. Durante uma celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no dia 7 de Setembro, o religioso pediu que os católicos votassem em quem defendesse a soberania nacional. Bolsonaristas interpretaram a fala como uma sinalização de voto em Lula.

Dom Orlando também havia afirmado, em homilia no Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, que uma pátria amada não poderia ser uma pátria armada. Ele defendeu uma sociedade sem ódio, mentira, notícias falsas e corrupção, além de mencionar a importância da fraternidade.

A fala ocorreu depois de Jair Bolsonaro ser vaiado e chamado de “genocida” ao chegar para uma cerimônia. O ex-presidente usava máscara de proteção facial, participou da comunhão, tirou uma foto com Dom Orlando e deixou o local.

Dois dias depois, em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o então deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila atacou o arcebispo e defendeu o fim da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). D’Ávila também elogiou grupos católicos ultraconservadores, entre eles a Opus Dei e os Arautos do Evangelho.

O deputado chamou Dom Orlando de “vagabundo, safado” e classificou a CNBB como um “câncer”. Atualmente, D’Ávila é o primeiro suplente na candidatura do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, do Novo, ao Senado.

Reações às declarações

A CNBB classificou os ataques como um “lamentável espetáculo” e afirmou, em carta, que jamais se intimidou diante de situações difíceis nem compactuou com atitudes violentas. A entidade também disse que o discurso contra Dom Orlando era odioso e deveria ser corrigido judicialmente.

Após a Assembleia Legislativa de São Paulo repudiar as falas, Frederico D’Ávila divulgou uma carta aberta com um pedido de desculpas. Ele reconheceu que o pronunciamento havia sido inadequado e exagerado pelo calor do momento, mas afirmou ter reagido ao que considerou atuação política de líderes religiosos.

Os arquivos da Alesp consultados em 25 indicaram que o vídeo do discurso havia sido censurado. As notas taquigráficas também apresentavam sinais de censura nos trechos referentes aos ataques contra Dom Orlando Brandes.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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