Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Foto associa Flávio Bolsonaro a investigados em viagens à África do Sul

Imagem de viagem em março de 2025 reúne o candidato, Weverton Rocha, Willer Tomaz e empresário citado pela CPI da Covid.

O safári de Flávio Bolsonaro com investigados pela PF e pela CPI do INSS
Foto: Reprodução

Uma fotografia de uma viagem à África do Sul em março de 2025 reúne Flávio Bolsonaro, o senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz, ambos investigados em um esquema de fraude no INSS. A imagem integra um conjunto compartilhado em um grupo de WhatsApp formado por participantes da viagem e obtido pela Polícia Federal durante a apreensão do celular de Rocha na Operação Sem Desconto.

A fraude no INSS se tornou pública em abril de 2025, depois da viagem. Flávio Bolsonaro, Rocha, Tomaz e suas respectivas esposas faziam parte do grupo dedicado às imagens do safári.

O empresário citado pela CPI da Covid

Também participou da viagem o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. Em 2021, o relatório final da CPI da Covid pediu seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa.

A comissão apontou suspeitas envolvendo a VTCLog, empresa de logística de Sá. Segundo o relatório, a companhia teria oferecido vantagens a um diretor do Ministério da Saúde para obter um aditivo em contrato de distribuição de insumos, entre eles vacinas. O documento indicou possíveis irregularidades no valor de R$ 17 milhões.

A CPI também registrou o saque de R$ 4,7 milhões em espécie por um funcionário da VTCLog desde 2018. O dinheiro teria sido usado para pagar boletos pessoais de Roberto Ferreira Dias, então diretor de logística do ministério.

Outro ponto mencionado foi a participação da empresa em uma licitação com descontos, seguida por pedidos de grandes aditivos — prática descrita no relatório como jogo de planilha. As conclusões da CPI não levaram ao aprofundamento das investigações contra a companhia.

Investigações e respostas

Willer Tomaz quase foi incluído no relatório da CPI por suspeitas relacionadas à negociação da vacina Covaxin, mas recebeu defesa pública de Flávio Bolsonaro na ocasião. Atualmente, o advogado é investigado por suspeita de lavar dinheiro para Weverton Rocha em um esquema ligado ao INSS.

Rocha também foi citado em uma investigação do Ministério Público Federal sobre o orçamento secreto no Maranhão. Em razão do foro privilegiado do senador, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em 2024.

Carlinhos afirmou que foi convidado por Tomaz e pagou as próprias despesas. Rocha disse que as viagens com Tomaz, seu amigo e compadre, pertencem à esfera privada. O advogado declarou que os deslocamentos decorreram da amizade com Flávio e foram pagos com recursos próprios.

Flávio Bolsonaro não respondeu às perguntas sobre a viagem e sua relação com os investigados.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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