O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) prevê o agravamento dos efeitos do El Niño no estado, especialmente durante a primavera. A avaliação consta de nota técnica conjunta com a Defesa Civil do Paraná, intitulada “Monitoramento e Projeções do Fenômeno El Niño 2026/1017 e impactos no Paraná”, divulgada nesta segunda-feira, 14 de setembro.
O Oceano Pacífico Equatorial está em aquecimento, condição associada ao El Niño Forte, com anomalia de +1,8ºC. Segundo o documento, esse cenário eleva para 95% a probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade muito forte no último trimestre. Os efeitos mais acentuados são esperados a partir da primavera.
Para o Simepar, o El Niño está relacionado a chuvas acima da média na Região Sul e ao aumento da frequência de vendavais intensos, granizo, inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. Os modelos climáticos indicam crescimento gradual e sustentado da temperatura das águas do Pacífico Equatorial nos próximos meses, com possibilidade de a anomalia superar +2ºC.
Ocorrências recentes
Nos últimos seis dias, o Paraná registrou volume de chuva acima da média histórica para setembro. Conforme o boletim mais recente da Defesa Civil, divulgado às 11h40 desta segunda-feira, as chuvas fortes do fim de semana provocaram 76 ocorrências em 71 municípios.
Os episódios atingiram 21.107 pessoas. Desse total, 2.128 ficaram desalojadas e 395, desabrigadas. Dois Vizinhos, Espigão Alto do Iguaçu, Matelândia, Ramilandia e União da Vitória decretaram situação de emergência. Também foram registradas três mortes e pessoas desaparecidas.
O Simepar aponta ainda risco ampliado de tempestades severas, destelhamentos, danos à rede elétrica, quedas de árvores e impactos na infraestrutura. O aumento da chuva acumulada pode favorecer deslizamentos, sobretudo no Sudoeste, no Leste e no Litoral, além de enxurradas e alagamentos repentinos em bacias de resposta rápida.
O boletim recomenda acompanhar a evolução dos cenários por meio dos Avisos Meteorológicos (BGR).


