Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Educação midiática ganha centralidade diante do avanço da IA e das redes

Com mais de 90% dos brasileiros de 9 a 17 anos conectados, escolas e famílias são chamadas a formar leitores críticos no ambiente digital.

Educação midiática ganha centralidade diante do avanço da IA e das redes

Mais de 90% dos brasileiros de 9 a 17 anos usam a internet, e 48% recorrem à rede para ler ou assistir a notícias, conforme a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025. Nesse cenário, a formação de crianças e adolescentes passa a incluir não apenas o acesso à informação, mas também a capacidade de avaliá-la, verificar sua origem e compreender seus objetivos.

Para Celso Hartmann, vice-presidente do Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares), o desafio educacional mudou. O jovem precisa aprender a lidar com o excesso de dados e a reconhecer que nem todo conteúdo disponível na tela deve ser aceito como verdadeiro. “Em um mundo de excesso de dados, formar um bom aluno também significa formar alguém que não aceite automaticamente como verdadeiro tudo aquilo que aparece em sua tela”, afirma.

A inteligência artificial amplia a necessidade de verificação

A presença de ferramentas de inteligência artificial acrescenta novas dificuldades. A pesquisa mostra que 65% dos usuários de internet de 9 a 17 anos já utilizaram recursos de IA generativa. Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a proporção chega a 75%.

Textos, imagens, áudios e vídeos criados ou modificados por essas ferramentas podem apresentar aparência convincente. Por isso, o trabalho escolar precisa desenvolver critérios para que os estudantes saibam em quais situações confiar em uma informação, quais razões sustentam essa confiança e como fazer uma checagem quando houver dúvida.

A educação midiática também deve apresentar as diferentes finalidades dos conteúdos publicados nas redes. Uma mensagem pode informar, vender, persuadir ou defender uma perspectiva. A desinformação, segundo Hartmann, não se limita a afirmações completamente falsas: uma informação correta pode ser retirada de contexto, uma fotografia verdadeira pode ser relacionada a outro acontecimento e um gráfico baseado em dados corretos pode induzir a uma leitura equivocada.

Responsabilidade e cidadania

Aprender a interpretar informações é parte da preparação para a vida adulta. Em poucos anos, esses estudantes tomarão decisões capazes de afetar famílias, empresas, comunidades e a sociedade. Compartilhar conteúdos, nesse ambiente, também envolve responsabilidade sobre aquilo que é colocado em circulação.

A formação de cidadãos capazes de analisar dados, considerar perspectivas diferentes, questionar argumentos e decidir com autonomia começa na escola. Para Hartmann, o Sinepe/PR procura apoiar profissionais da educação para que as instituições estejam preparadas e os educadores consigam levar essas discussões à sala de aula.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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