SÃO PAULO — A Cripta Imperial, no subsolo do Monumento à Independência, no Ipiranga, volta a receber visitantes nesta segunda-feira (7), depois de quase quatro anos fechada. A cerimônia de reabertura será realizada às 14h30, seguida por visitas guiadas gratuitas.
A programação inclui, às 15h, um concerto do quarteto Ensemble FTM, da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Participam Marcos Kiehl, na flauta; Alex Ximenes e Teco Nicolai, nos violinos; e Sandro Francischetti, no violoncelo. O repertório reúne música barroca e ritmos populares e contemporâneos brasileiros, como samba, rock e baião. A visitação permanecerá aberta até as 17h.
O local estava fechado desde o final de 2022 para reformas estruturais e trabalhos de restauro, com investimento de R$ 5,3 milhões, conforme a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Parte dos recursos também foi destinada à recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.
Entre as mudanças estão novos banheiros, instalação de ar-condicionado e medidas de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida em todo o espaço subterrâneo. O bronze dos sarcófagos imperiais foi restaurado, e o teto recebeu fechamento com mármore amarelo. Também foram executados serviços de limpeza na área externa do monumento, além de pintura e reparo de trincas na Casa do Grito.
Memória imperial e programação regular
A cripta abriga os restos mortais de Maria Leopoldina, primeira esposa de dom Pedro 1º; do próprio imperador; e de Dona Amélia, sua segunda esposa. Maria Leopoldina foi a primeira ocupante, após a transferência de seus restos mortais do Rio de Janeiro. Dom Pedro 1º chegou em 1972, depois de um acordo com o governo português, enquanto o coração permanece na cidade portuguesa do Porto. Dona Amélia foi trazida de Lisboa em 1982.
A partir de terça-feira (8), a visitação funcionará de terça a domingo, das 9h às 17h. O espaço receberá a exposição inaugural “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria da historiadora Marly Rodrigues. Formada por painéis produzidos a partir de concurso internacional promovido pela prefeitura, a mostra aborda a criação do monumento e da cripta e o papel dessas estruturas na construção de marcos cívicos.
O Monumento à Independência foi inaugurado incompleto em 7 de setembro de 1922 e concluído em 1926. A cripta foi inaugurada ainda vazia em 7 de setembro de 1952 e começou a ser preparada como sepulcro em 1953. Em 2012, os corpos passaram por exumação científica.
A entrada é gratuita e não exige retirada de ingressos. O endereço é a praça do Monumento, no Parque da Independência, s/nº, Ipiranga, São Paulo. Agendamentos para turmas e escolas podem ser feitos pelo e-mail [email protected].


