PARANÁ — As chuvas registradas na madrugada desta quinta-feira (10) elevaram as vazões dos rios onde a Copel mantém usinas hidrelétricas. Na bacia do rio Iguaçu, as usinas de Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias seguem com comportas abertas e operam para manter os reservatórios abaixo dos níveis máximos de armazenamento.
Em Foz do Areia, no município de Pinhão, o reservatório recebe perto de 2,4 milhões de litros de água por segundo, provenientes da cabeceira do rio Iguaçu e da região de União da Vitória. O nível de armazenamento está em 88%, e a Copel informou que pretende rebaixá-lo ainda mais. Para isso, libera cerca de 3 milhões de litros por segundo, considerando a água que passa pelas turbinas e pelo vertedouro.
A Usina de Segredo, entre Reserva do Iguaçu e Mangueirinha, também ampliou a abertura das comportas. A vazão liberada chegou a 4 milhões de litros por segundo, o dobro do registrado no dia anterior. Em Salto Caxias, localizada na região Sudoeste, entre Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, a vazão total pelas turbinas e comportas está em torno de 5 milhões de litros por segundo.
Como a bacia do Iguaçu registra precipitação constante, as águas que descem das áreas mais altas se somam às contribuições dos rios que alimentam os reservatórios das demais usinas.
Outras bacias
Na região Leste do Paraná, a represa do rio Capivari, em Campina Grande do Sul, também teve aumento de vazão e de abertura das comportas. O reservatório, que alimenta a Usina Governador Parigot de Souza, está com armazenamento de 88%.
No rio Tibagi, a Copel ampliou na quarta-feira (9) o vertimento na Usina Governador Jayme Canet Jr (Mauá). Toda a água que chega à usina é liberada rio abaixo, pelas turbinas e pelas comportas.
A empresa afirma que a abertura das comportas dos vertedouros é um procedimento padrão de segurança para as usinas e a população. A operação é coordenada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal. A Copel mantém comunicação com a Defesa Civil e orienta comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios a redobrarem a atenção e evitarem áreas de risco durante períodos de cheia.


