CURITIBA — Dois trechos da marginal da Avenida Sete de Setembro, no sentido Centro, foram bloqueados na manhã desta terça-feira (15/9). As interdições acompanham as obras de requalificação urbana e implantação do BRT Leste/Oeste, com serviços de calçadas, pavimentação, iluminação pública, paisagismo e estruturas para o sistema viário.
O primeiro ponto fica entre a Travessa da Lapa e a Praça Eufrásio Correia. Nesse trecho, as equipes trabalham na execução de calçadas, meio-fio, travessia elevada e iluminação pública. A previsão é que o bloqueio permaneça por cerca de 30 dias, com possibilidade de alteração em razão das condições climáticas.
Motoristas poderão fazer a conversão na Travessa da Lapa e retornar pela Avenida Visconde de Guarapuava.
A segunda interdição está entre a Rua Lourenço Pinto e a Avenida Marechal Floriano Peixoto, também no sentido Centro. O local receberá um canteiro central, placa de concreto, nova iluminação e dutos semafóricos. O acesso ficará restrito a moradores, comerciantes e hóspedes dos hotéis situados na Rua Lourenço Pinto. A previsão é manter o bloqueio até a segunda semana de outubro, prazo igualmente sujeito às condições climáticas.
Frente de obras do BRT
As intervenções integram o Lote 2.3 do BRT Leste/Oeste, que também possui frentes de trabalho na Avenida Presidente Affonso Camargo, no entorno da Rodoferroviária, e na própria Avenida Sete de Setembro. O empreendimento faz parte do Programa de Requalificação e Obras de Curitiba, o PRO Curitiba.
O projeto prevê a modernização do transporte coletivo ao longo de 20 quilômetros de canaletas, além da reforma de 34 estações-tubo e da atualização de cinco terminais de ônibus. As mudanças devem permitir a circulação do novo Ligeirão e ultrapassagens em pontos estratégicos do trajeto.
O financiamento do projeto inclui US$ 93 milhões do New Development Bank (NDB), além de recursos da Prefeitura de Curitiba. O programa de mobilidade urbana sustentável ao qual o empreendimento está vinculado integra o PRO Curitiba e reúne mais de R$ 6 bilhões previstos para investimentos em quatro anos, abrangendo infraestrutura, mobilidade, habitação, educação e qualidade de vida.


