Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Bispo ligado à família Bolsonaro contesta lei que nomeia Aparecida padroeira

JB Carvalho, líder religioso próximo de Flávio Bolsonaro, defende em livro a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

Mentor religioso da família Bolsonaro diz que lei que estabelece Aparecida como padroeira do Brasil é ilegal

O bispo JB Carvalho, fundador e presidente da Comunidade das Nações, afirma que a lei que reconhece Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil é ilegal. A declaração ganhou relevância durante a campanha presidencial por causa da proximidade do líder religioso com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e sua família.

Flávio Bolsonaro e Fernanda Bolsonaro foram batizados na igreja fundada por Carvalho em 2024. Em dezembro de 2025, dois dias depois de anunciar sua pré-candidatura à Presidência, o senador escolheu a Comunidade das Nações para sua primeira aparição pública após o anúncio. Ele também frequenta regularmente os cultos da instituição.

A relação entre Carvalho e o círculo familiar dos Bolsonaro aparece ainda no uso de seus livros. Em novembro de 2025, ao visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Flávio levou Metanoia: A chave está em sua mente. Em janeiro de 2026, Michelle Bolsonaro levou ao ex-presidente A jornada de meninos a homens.

O conteúdo do livro

A posição de Carvalho sobre Nossa Senhora Aparecida foi registrada no livro A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicado em 2001. A obra dedica capítulos à crítica da devoção mariana, com títulos como “A Rainha dos Céus”, “O Reavivamento Mariano”, “As Aparições da Rainha dos Céus”, “A Rainha dos Céus no Brasil” e “Derrubando seu trono”.

Em um dos trechos, o bispo escreve: “A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal.” Na sequência, questiona a legalidade do feriado de 12 de outubro e defende a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do país.

Carvalho também convoca cristãos a pressionarem representantes da Câmara e do Senado para modificar essa condição. Em outra passagem, afirma: “Que Aparecida não seja mais Senhora em nossa nação.”

A crítica apresentada no livro alcança também outras devoções marianas. Carvalho menciona Aparecida, Lourdes e Fátima, associando essas referências a antigas divindades pagãs. Ele sustenta que Maria não é mediadora, intercessora ou senhora e afirma que pessoas próximas estariam presas à adoração da chamada Rainha dos Céus.

Relação com o governo Jair Bolsonaro

A proximidade pública de Carvalho com Jair Bolsonaro também antecede a atual campanha. Em setembro de 2021, o bispo participou de um grupo de lideranças evangélicas recebido no Palácio do Planalto para tratar da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal. No ano seguinte, durante um encontro de Bolsonaro com pastores, Carvalho declarou esperar que os brasileiros reconhecessem o ex-presidente como resposta às orações da igreja.

Em dezembro de 2021, Carvalho recebeu a Ordem de Rio Branco em cerimônia do governo federal. Criada em 1963, a condecoração é destinada a distinguir pessoas, instituições e personalidades por serviços considerados meritórios ao país.

A defesa da retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira, portanto, está registrada na obra do bispo e se relaciona à sua proximidade religiosa e pública com integrantes da família Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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