BELO HORIZONTE — Aécio Neves (PSDB) aparece como o nome mais rejeitado entre os políticos avaliados pela AtlasIntel em Minas Gerais. Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira (8/9), 54,2% dos eleitores mineiros disseram que não votariam nele de jeito nenhum.
O resultado ocorre após o tucano retomar a candidatura ao Senado, depois de anunciar que não concorreria nas eleições deste ano. Aécio confirmou a decisão em 28 de agosto, quando passou a disputar uma das duas vagas destinadas a Minas Gerais. A mudança foi anunciada depois do fim do prazo para o registro de candidaturas, e o PSDB recorreu à possibilidade prevista na legislação eleitoral para substituir um candidato que renunciasse.
Aécio foi incluído na chapa encabeçada por Alexandre Kalil (PDT) na corrida pelo governo de Minas. Antes disso, o ex-governador havia afirmado que não seria candidato nas eleições de 2026, mas voltou atrás no fim de agosto após pressão de aliados.
Rejeição entre os nomes avaliados
Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda posição, com 49,6% de rejeição. Na sequência aparecem o presidente Lula (PT), com 48,6%, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 47,2%. Nikolas Ferreira (PL-MG) completa os cinco primeiros, com 46,9%.
Nikolas é apontado como uma das principais lideranças bolsonaristas em Minas Gerais e participa das decisões do grupo no estado. Entre as articulações relacionadas à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro esteve a definição do palanque mineiro do senador.
Também foram avaliados os presidenciáveis Renan Santos (Missão), com 42,1%, e Romeu Zema (Novo), com 41,9%. Patrus Ananias (PT), candidato ao governo de Minas, registrou 36,8%; Domingos Sávio (PL), candidato ao Senado, teve 34,6%; e Flávio Roscoe (PL), que disputará o Palácio Tiradentes, ficou com 33,5%.
Marília Campos (PT), que lidera as intenções de voto para o Senado nas pesquisas mais recentes da corrida mineira, apresentou rejeição de 30,6%. Entre os candidatos ao governo, Mateus Simões (PSD) marcou 31,1%; Alexandre Kalil, 29%; Cleitinho Azevedo (Republicanos), 27,6%; Augusto Cury (Avante), 27,3%; e Gabriel Azevedo (MDB), 16,5%.
A pesquisa ouviu 1.804 eleitores de Minas Gerais entre 30 de agosto e 4 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MG-01579/2026 e BR-05852/2026.

