A Stein Mart, rede americana de varejo fundada em 1908, entrou em Chapter 11 em 2020 e iniciou a liquidação de sua operação física. No pedido de falência, a companhia informava manter 281 lojas em 30 estados dos Estados Unidos. As vendas de encerramento começaram em 279 unidades.
A empresa atribuiu a crise à combinação entre um ambiente difícil para o varejo e os efeitos da pandemia de Covid-19. O fechamento temporário das lojas reduziu as receitas e agravou uma situação financeira que já vinha sendo pressionada pela queda no fluxo de consumidores e pelo avanço do comércio eletrônico.
Falência e redução da força de trabalho
Em 12 de agosto de 2020, a administração comunicou que não havia liquidez suficiente para manter o funcionamento normal da companhia. O Chapter 11, previsto no Código de Falências dos Estados Unidos, foi utilizado para organizar a liquidação e avaliar alternativas para outros ativos.
Antes da pandemia, a Stein Mart empregava aproximadamente 9 mil pessoas, número equivalente a cerca de 5 mil postos de 40 horas semanais. A equipe incluía trabalhadores das lojas, da sede corporativa e dos centros de distribuição. Na data do pedido, o quadro havia recuado para cerca de 7.950 empregados, em parte como consequência da suspensão temporária de funcionários durante o fechamento das unidades.
O modelo de negócios era baseado no varejo off-price: roupas, calçados, acessórios e artigos para casa de marcas conhecidas eram vendidos com descontos em relação às lojas de departamento tradicionais.
Passivos e fim da operação física
A documentação inicial do processo estimava os passivos entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Considerando a conversão de R$ 5,13 por dólar usada na pauta, a faixa correspondia a aproximadamente R$ 2,56 bilhões a R$ 5,13 bilhões. O intervalo não representava uma dívida final definida, mas uma estimativa sujeita à organização de credores, contratos, estoques, imóveis e outros compromissos.
A administração havia indicado que esperava fechar uma parcela significativa das unidades, possivelmente todas. Com o avanço das liquidações, o processo se transformou na saída ordenada da operação tradicional baseada em lojas físicas.
A marca não desapareceu completamente, porque sua propriedade intelectual foi vendida posteriormente. A estrutura centenária formada por centenas de pontos físicos, contudo, chegou ao fim após a crise de 2020 e a liquidação conduzida no processo de falência.


