Javier Milei voltou a declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou esperar que o senador vença as eleições em outubro. Em entrevista à revista francesa Le Point, o presidente da Argentina também acusou Lula de tentar promover ações contra seu governo e classificou o petista como ladrão.
Milei disse que Lula deixou a prisão por uma questão administrativa. Segundo o presidente argentino, durante sua campanha, o brasileiro teria enviado a Buenos Aires uma equipe de trinta brasileiros, formada por psicólogos e comunicadores, para organizar uma campanha negativa contra ele.
“Para mim, ele (Lula) é um ladrão”, afirmou Milei, ao comentar as desavenças com o presidente brasileiro. A declaração foi acompanhada da acusação de que Lula teria articulado golpes sujos contra sua gestão.
Apoio a Flávio
Em 25 de julho, Milei participou, em São Paulo, da convenção nacional do Partido Liberal, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, defendeu uma união entre forças liberais da América Latina contra o socialismo e apresentou o senador como alguém capaz de interromper o avanço da esquerda no Brasil.
“Tenho muita esperança de que meu amigo Flávio Bolsonaro vença em outubro”, declarou o presidente argentino. Ele também afirmou que o senador poderá realizar o saneamento liberal que, em sua avaliação, o Brasil precisa, além de receber uma situação complicada deixada por Lula.
Durante o discurso na convenção, Milei associou a eleição brasileira a uma disputa regional entre liberdade e socialismo. Citou Argentina, Colômbia, Peru, Chile e Equador ao dizer que o socialismo latino-americano estaria sendo erradicado eleição após eleição, e manifestou a expectativa de que o Brasil se tornasse liberal em outubro.
O presidente argentino ainda criticou governos de esquerda e afirmou que seus apoiadores estarão sempre ao lado do combate ao que chamou de corrupção. Depois da fala, parte do público respondeu com gritos contra Lula.
Ao encerrar sua participação, Milei disse que a eleição brasileira terá impacto para as próximas décadas e pediu que os eleitores considerem as futuras gerações. Também repetiu o bordão de sua campanha na Argentina: “Viva a liberdade, carajo”.


