Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bafta prepara espaço reservado para John Davidson na cerimônia na Escócia

Ativista com síndrome de Tourette acompanhará a premiação por videoconferência após episódio de ofensas raciais no Bafta Film Awards.

Bafta prepara espaço reservado para John Davidson na cerimônia na Escócia
Foto: @ johndavidsonmbe via Instagram

John Davidson, ativista com síndrome de Tourette e produtor executivo do filme I Swear, acompanhará por videoconferência a cerimônia do Bafta Scotland, marcada para 15 de novembro. A Academia Britânica de Cinema e Televisão informou que ele ficará em um espaço separado e adaptado dentro do local do evento, ao lado de familiares e amigos.

A decisão foi comunicada aos membros da instituição em uma carta enviada nesta quinta-feira, 1º. As condições foram definidas após consultas com organizações especializadas e conversas com Davidson. Entre as entidades ouvidas estão a Tourettes Action e a Tourette Scotland.

A participação do ativista ocorre pouco mais de sete meses depois de um episódio durante o Bafta Film Awards. Em fevereiro, enquanto Michael B. Jordan e Delroy Lindo apresentavam uma categoria, Davidson gritou expressões ofensivas da plateia, incluindo um insulto racial dirigido aos atores.

A transmissão da BBC, exibida com duas horas de atraso, censurou parte das manifestações, mas o termo racista pôde ser ouvido pelo público. A emissora depois pediu desculpas pela linguagem transmitida e esclareceu que as manifestações verbais eram involuntárias.

Mudanças nos procedimentos

Davidson recebeu sete indicações ao Bafta Scotland, número considerado histórico pela organização. A Bafta afirmou que as adaptações foram planejadas para levar em conta suas necessidades e preservar a segurança e a dignidade dos demais convidados.

A instituição também informou ter realizado uma avaliação de riscos e revisado seus procedimentos internos após a repercussão do caso. As mudanças incluem a centralização dos protocolos de segurança e das avaliações, a revisão dos canais de comunicação e o reforço das orientações para apresentadores, anfitriões e outros profissionais das cerimônias.

A academia disse ainda que consulta especialistas em inclusão, acessibilidade, raça e deficiência e desenvolve treinamentos para seus funcionários. Na carta, a presidente Sara Putt e a diretora-executiva Jane Millichip reconheceram os danos causados à comunidade e afirmaram que a organização busca aprender com o episódio.

A Bafta ressaltou que manifestações vocais involuntárias associadas à síndrome de Tourette não expressam necessariamente as opiniões, crenças ou intenções de quem as apresenta. Também reconheceu que tiques com referências a raça, religião, sexualidade ou outras características protegidas podem causar sofrimento a outras pessoas.

A cerimônia que originou a controvérsia ocorreu em 22 de fevereiro. A síndrome de Tourette é uma condição neurológica associada a tiques motores e vocais; algumas pessoas apresentam coprolalia, que envolve a emissão involuntária de palavras ou expressões socialmente inadequadas.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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