CURITIBA — Estudantes da Escola Municipal Walter Hoerner, no bairro Mossunguê, conheceram a Estação Antártica Comandante Ferraz por meio de uma chamada de vídeo ao vivo com especialistas. A atividade ocorreu na manhã desta sexta-feira (2) e foi conduzida pelo capitão da Marinha Felipe Cardoso de Araujo, comandante da estação brasileira.
A conexão permitiu que os alunos acompanhassem espaços ocupados por cientistas e militares, além de conhecerem aspectos da rotina no continente antártico. O tour passou por quartos, laboratórios, barbearia, cozinha e pelo paiol, nome dado à grande despensa. O comandante também respondeu às perguntas da turma e contou que os profissionais da estação se revezam nas tarefas do rancho e da limpeza.
O secretário Municipal da Educação, Paulo Schmidt, acompanhou a transmissão e afirmou que a tecnologia pode ampliar as possibilidades de aprendizagem. “O diferencial desta sala de aula hoje é o uso da tecnologia a favor da educação”, disse.
A iniciativa faz parte do projeto Antártica nas Escolas, proposto pela TIM, responsável pela conexão 5G na estação brasileira. Segundo o diretor institucional da empresa, Cleber Affanio, a proposta é aproximar ciência e educação e ampliar o conhecimento sobre a atuação brasileira no continente.
A intenção é levar a experiência realizada em Curitiba a outras escolas. Schmidt também sugeriu que os estudantes compartilhem o que aprenderam e desenvolvam pesquisas com escolas de outros países, incluindo temas relacionados às mudanças climáticas e ao meio ambiente. A possibilidade foi associada a cidades do C 40, aliança de quase 100 grandes cidades voltada ao combate às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. O prefeito Eduardo Pimentel é vice-presidente da organização na América Latina.
Pesquisa antes da conexão
A turma, formada por 22 estudantes do 5º ano da professora Eliane Bastos, preparou-se para a atividade com pesquisas sobre a Antártica e as condições de vida de cientistas e militares. Os alunos utilizaram recursos disponíveis na escola, entre eles óculos 3D, para realizar uma visita virtual ao continente.
O trabalho abordou a fauna e a flora da região e resultou em uma exposição, uma maquete construída pelos estudantes e um texto coletivo. De acordo com a professora, a experiência com a estação dará continuidade às atividades integrando ciência, língua portuguesa, matemática e arte.
Ao final da visita, Felipe Cardoso de Araujo convidou a escola a registrar suas impressões sobre o projeto. A equipe da estação também recebe cartas e desenhos enviados por crianças de diferentes partes do Brasil.


