SÃO PAULO — Alice Oseman encerrou neste sábado, 5, a programação da Arena Cultural, principal palco da 28ª Bienal do Livro de São Paulo. Criadora de Heartstopper, quadrinho publicado no Brasil pela Seguinte e adaptado pela Netflix, a escritora, quadrinista e roteirista foi uma das atrações mais concorridas do evento, realizado entre 4 e 13 de setembro.
A presença da autora ocorreu em um dia de corredores lotados e grande concentração de público. Assim como no painel de Lynn Painter, nem todos os leitores conseguiram lugar na Arena. Parte da plateia levou cadeiras da praça de alimentação para mais perto do palco e as posicionou na direção da apresentação.
O encerramento de Heartstopper
Com mediação de Luca Guadagnini, Alice Oseman comentou o lançamento recente do volume final de Heartstopper e do filme que encerrou a trama. Ela contou que, quando começou a história, imaginava que o trabalho duraria dois anos, mas já se passaram dez anos. Também disse que sempre considerou adequado que Nick e Charlie permanecessem juntos e tivessem um final feliz.
A autora afirmou que ainda não sabe o que fará depois da divulgação de Heartstopper: Volume 6. Nos próximos meses, ela viajará para promover o livro e, depois, fará uma pausa. Apesar do encerramento da história, disse: “Acho que nunca vou dizer adeus de verdade”. Alice contou que relê seus primeiros quadrinhos de vez em quando e acredita que continuará desenhando Nick e Charlie pelo resto da vida, ainda que não necessariamente em uma história.
Responsável também pelos roteiros da adaptação, Oseman falou sobre a representatividade presente em seus personagens. Nick se descobre bissexual no início da trama, enquanto Elle vivencia as alegrias e dificuldades de ser uma jovem trans no Reino Unido. Isaac, personagem criado exclusivamente para a série, permitiu abordar a representatividade assexual e arromântica.
A autora também destacou o papel das amizades em suas histórias, especialmente para leitores jovens. Para ela, nessa fase, os amigos podem oferecer um apoio que nem sempre está disponível entre os adultos ou na sociedade. A juventude, afirmou, pode não trazer uma grande paixão, mas pode ser marcada por um grande amigo.
Alice Oseman volta à Bienal na segunda-feira, 7, em uma mesa com Bruno Freire e Daniel Ribeiro, na Arena Cultural, às 12h30. O evento termina no dia 13 de setembro. Os dias 6, 7, 12 e 13 estão com ingressos esgotados.


